Matriz espanhola da companhia está em recuperação judicial, obrigando suas subsidiárias pelo mundo a se submeterem à venda de diversos ativos – o que deve também incluir as usinas de etanol brasileiras
Depois de confirmar a venda de sua usina de etanol em Roterdã, na Holanda, e receber três propostas para suas usinas de primeira geração nos Estados Unidos, a Abengoa decidiu negociar também sua planta de etanol celulósico localizada em Hugoton, no estado norte-americano do Kansas.
O anúncio não é totalmente inesperado, uma vez que dá continuidade ao plano de viabilidade estabelecido pela matriz espanhola. A companhia está em recuperação judicial em seu país de origem, obrigando suas subsidiárias pelo mundo a se submeterem à venda de diversos ativos – o que deve também incluir as usinas de etanol brasileiras.
Depois de confirmar a venda de sua usina de etanol em Roterdã, na Holanda, e receber três propostas para suas usinas de primeira geração nos Estados Unidos, a Abengoa decidiu negociar também sua planta de etanol celulósico localizada em Hugoton, no estado norte-americano do Kansas.
O anúncio não é totalmente inesperado, uma vez que dá continuidade ao plano de viabilidade estabelecido pela matriz espanhola. A companhia está em recuperação judicial em seu país de origem, obrigando suas subsidiárias pelo mundo a se submeterem à venda de diversos ativos – o que deve também incluir as usinas de etanol brasileiras.
Segundo divulgado pelo jornal local The Wichita Eagle, a subsidiária responsável pela usina de E2G, a Abengoa Bioenergy Biomass, contratou a consultoria Ocean Park Advisors para encontrar um comprador ou um investidor interessado pela unidade. A companhia já teria experiência com fusões e aquisições no setor de combustíveis renováveis.
A usina de segunda geração da Abengoa funcionou por aproximadamente um ano, mas está com suas atividades paralisadas desde dezembro de 2015. Resultado de um investimento inicial previsto em US$ 500 milhões, a planta produz etanol a partir da palha do milho, tendo capacidade de produção anual de 94,6 milhões de litros, além de cogeração de 21 MW. A unidade utiliza pré-tratamento por ácido diluído e enzimas fornecidas pela Dyadic, a mais cara e com menor rendimento entre as opções atualmente em uso pelas usinas de etanol celulósico com produção em escala comercial.
Renata Bossle – NovaCana