Com dívidas juntos aos credores no Brasil que somam cerca de R$ 3,1 bilhões, a empresa espanhola entrou com o pedido de recuperação judicial no Brasil.
Distribuído à 6ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro, o pedido trata de três empresas do grupo: Abengoa Construção Brasil, Abengoa Concessões Brasil Holding e Abengoa Greenfield Brasil Holding.
O processo não inclui, no entanto, o braço da companhia no setor sucroenergético, a Abengoa Bioenergia.
Esse é apenas mais um capítulo da crise da Abengoa, deflagrada no fim do ano passado, quando o grupo espanhol havia pedido proteção contra as dívidas na Espanha. Desde então, a espanhola paralisou várias obras no Brasil, principalmente no setor de transmissão.
Nas últimas semanas, a empresa espanhola anunciou o seu plano de reestruturação, que prevê, entre outros pontos, a venda de sua divisão de Bioenergia.
A venda incluiria as duas usinas de etanol que possui em Pirassununga e São João da Boa Vista, no Estado de São Paulo, além de outras frentes ligadas aos combustíveis renováveis em todo o mundo. A companhia já teria recebido, inclusive, ofertas pelo braço de bioenergia nacional.
Veja mais detalhes osbre os planos envolvendo as usinas de etanol na reportagem “Abengoa coloca à venda usinas de etanol e espera receber 1 bilhão de euros por divisão de bioenergia”.
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