A Abengoa Bioenergy, uma das unidades da multinacional espanhola Abengoa S.A., pediu proteção contra falência nos Estados Unidos. Segundo noticiado pela Reuters, os passivos da subsidiária dos Estados Unidos chegam a US$ 10 bilhões.
A medida é similar à recuperação judicial brasileira. Em janeiro, três empresas do grupo entraram com pedido no país, a Abengoa Construção Brasil, Abengoa Concessões Brasil Holding e Abengoa Greenfield Brasil Holding. A Abengoa Bionergia, braço sucroenergético nacional, ficou fora da medida.
A Abengoa Bioenergy US Holding LLC é uma subsidiária da empresa espanhola nos Estados Unidos. Segundo a empresa, a proteção permitiria uma reorganização ou venda da empresa.
Atualmente, a Abengoa S.A. passa pelo que pode ser o maior caso de recuperação judicial da Espanha. Nos Estados Unidos, por sua vez, a medida foi motivada por petições de falência requisitadas por fornecedores de grãos, incluindo Gavilon Grain LLC, the Farmers Cooperative Association, The Andersons Inc e Central Valley Ag.
Os fornecedores alegam precisar receber mais de US$ 4 milhões. Eles disseram terem sido informados de que a Abengoa Bioenergy, que teria a empresa espanhola como "central de tesouraria", estava sem dinheiro em caixa. Também citaram a preocupação de que a empresa norte-americana esteja fazendo transferências para a Abengoa S.A.
Ainda de acordo com a Reuters, na documentação enviada ao tribunal de falências de St. Louis, a Abengoa Bioenergy listou um empréstimo US$ 1,45 bilhão para sindicatos e US$ 3,85 bilhões em títulos de dívida. A companhia não listou a dívida garantida, mas disse que o total do passivo poderia chegar a US$ 10 bilhões.
Esse montante, contudo, pode incluir dívidas da Abengoa S.A., que opera globalmente nos segmentos de energia, telecomunicações, transporte e meio ambiente. Oficialmente, a Abengoa não quis comentar sobre uma dívida do grupo incluída no pedido de falência nos Estados Unidos.
A companhia espanhola, aliás, tem até o dia 28 de março para apresentar um plano de viabilidade aprovado em conjunto com seus credores, de modo a evitar ser forçada a decretar falência.
novaCana.com
Com informações da Reuters e da Bloomberg