Por mais que a B3 – bolsa de valores do Brasil – ainda não tenha registrado a venda de créditos de descarbonização (CBios), a quantidade de títulos cadastrados pelas usinas produtoras de biocombustíveis já se aproxima de 1,9 milhão de unidades.
O número foi divulgado pelo diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Ivan Lacerda, na rede social LinkedIn. “[Está] perto de 2 milhões de CBios. Já indica o sucesso do RenovaBio”, comemora.
Lacerda observa que, deste total, apenas 471,7 mil CBios já passaram pelo processo de escrituração e estão disponíveis para negociação. O valor equivale a cerca de 24,9% do total de títulos disponíveis.
Ainda de acordo com o diretor do MME, os CBios escriturados tiveram origem em 29 unidades produtoras. Porém 86 usinas já geraram os chamados pré-CBios na plataforma criada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Os pré-CBios correspondem a uma etapa inicial do processo, em que as notas fiscais de venda são cadastradas. Neste momento, o número de CBios é calculado a partir do volume vendido e da nota de eficiência energético-ambiental da unidade. Cada CBio equivale a uma tonelada de carbono que deixa de ir para a atmosfera na comparação entre biocombustíveis e combustíveis fósseis.
Conforme Lacerda, atualmente, cada uma das unidades que já fizeram a geração de pré-CBios emitiu cerca de 22 mil títulos. Considerando apenas o número de CBios já escriturados, porém, este número cai para 16,3 mil créditos por usina.
No texto completo (exclusivo para assinantes), veja também gráficos que ilustram a atual situação da geração de CBios pelas unidades produtoras de biocombustíveis.
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