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As 50 usinas que mais geraram eletricidade com bagaço de cana em 2015

bioeletricidade 3 290316Muitas companhias apresentaram avanços significativos na geração de energia produzida, o que pode ser percebido no ranking elaborado pelo portal NovaCana com as usinas sucroalcooleiras que mais geraram energia elétrica em 2015

NovaCana 7 min de leitura

A cogeração das usinas este ano deve sentir o impacto dos baixíssimos preços da energia elétrica no mercado spot e da falta perspectiva de melhora. Mas, no ano passado não foi assim. Em 2015, o segmento de comercialização da eletricidade excedente continuou crescendo em importância.

Enquanto este ano espera-se que o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), utilizado nas negociações do mercado spot, fique em torno de R$ 30. Em 2015 o preço médio foi de R$ 288. O valor do ano passado ficou longe da média de 2014, quando as usinas conseguiram vender por R$ 690. No entanto, 2014 foi atípico e em 2015 o mercado conseguiu avançar, mesmo com lucro menor.

A energia gerada pelas usinas sucroalcooleiras em todo o Brasil apresentou um crescimento de 6,86% em relação a 2014. A cogeração de energia elétrica pelas canavieiras passou de 18.929,60 gigawatts-hora (GWh) em 2014 para 20.228,69 GWh em 2015.

Muitas companhias apresentaram avanços significativos na geração de energia produzida, o que pode ser percebido no ranking elaborado pelo portal NovaCana com as usinas sucroalcooleiras que mais geraram energia elétrica em 2015.

Para traçar um panorama geral do mercado de geração de energia ao longo de 2015 e elaborar um ranking com as usinas e grupos que mais geraram energia elétrica, o portal selecionou somente as geradoras que utilizam o bagaço de cana-de-açúcar como combustível, deixando de fora a contribuição de outras biomassas. O objetivo do recorte é mostrar de forma mais precisa a participação do açúcar e etanol no mercado de energia.

Conheça a seguir o ranking completo, a localização e o grupo de cada uma delas, a potência instalada para cogeração e a energia gerada mês a mês durante o ano passado.

A cogeração das usinas este ano deve sentir o impacto dos baixíssimos preços da energia elétrica no mercado spot e da falta perspectiva de melhora.

Mas, no ano passado não foi assim. Em 2015, o segmento de comercialização da eletricidade excedente continuou crescendo em importância.

Enquanto este ano espera-se que o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), utilizado nas negociações do mercado spot, fique em torno de R$ 30. Em 2015 o preço médio foi de R$ 288. O valor do ano passado ficou longe da média de 2014, quando as usinas conseguiram vender por R$ 690. No entanto, 2014 foi atípico e em 2015 o mercado conseguiu avançar, mesmo com lucro menor.

A energia gerada pelas usinas sucroenergéticas em todo o Brasil apresentou um crescimento de 6,86% em relação a 2014. A cogeração de energia elétrica pelas canavieiras passou de 18.929,60 gigawatts-hora (GWh) em 2014 para 20.228,69 GWh em 2015.

No gráfico de evolução mês a mês percebe-se que a geração de energia manteve-se mais alta do que em 2014 na maior parte do ano. A exceção acontece nos dois últimos meses de 2015: a geração praticamente se igualou em novembro (na comparação de 2015 com 2014) e decaiu no último mês do ano.

Outro ponto importante nos resultados de 2015 é que algumas companhias apresentaram avanços significativos na geração de energia produzida, o que pode ser percebido no ranking elaborado pelo portal NovaCana com as usinas sucroalcooleiras que mais geraram energia elétrica em 2015.

Para traçar um panorama geral do mercado de geração de energia ao longo de 2015 e elaborar um ranking com as usinas e grupos que mais geraram energia elétrica, o portal selecionou somente as geradoras que utilizam o bagaço de cana-de-açúcar como combustível, deixando de fora a contribuição de outras biomassas. O objetivo do recorte é mostrar de forma mais precisa a participação do açúcar e etanol no mercado de energia.

Estados

O estado de São Paulo mantém com folga sua posição como principal gerador de energia elétrica a partir do bagaço de cana-de-açúcar. No entanto, mesmo que mínima, o estado foi o único a registrar queda na geração.

Com 10.960,85 GWh de energia em 2015, em comparação com os 10.992,49 GWh do ano passado, São Paulo teve uma ligeira redução de 0,29% na geração. Vale registrar que a capacidade do estado cresceu cerca de 6,8% no período.

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A variação mais expressiva foi no Mato Grosso do Sul. Com um crescimento de 15% na sua capacidade, o estado passou de uma geração de energia de 2.016,47 GWh em 2014 para 2.465,94 GWh em 2015. O resultado no ano passado representa um crescimento de mais de 22% em relação à energia produzida em 2014.

Em Goiás, o resultado também foi significativo. Com 2.703,29 GWh produzidos em 2015, o aumento da geração no estado foi de 19%. Interessante perceber que o crescimento não reflete diretamente um aumento de capacidade de geração no estado, que variou apenas 0,82% de um ano para o outro.

Alagoas e Minas Gerais também mostram resultados de crescimento, com a geração crescendo 14,87% e 13,52%, respectivamente.

Grupos e Usinas

O ranking dos principais geradores de energia apresentou diversas trocas de posições ao longo do período. Isso fica claro quando se observa a movimentação dos principais grupos e o resultado de um ano para outro das dez usinas que mais geraram energia.

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O grupo Pedra Agroindustrial, por exemplo, foi um dos que mais registrou queda na geração de energia - de 24% na comparação com 2014. Uma provável explicação para isso é que a companhia havia anunciado no ano passado uma diminuição na previsão de moagem para safra 2015/16 quando comparado com a safra anterior.

Outros grupos também reduziram a cogeração, como Abengoa Bioenergia e Tereos, por exemplo, com quedas de 8% e 14%.

Em relação aos grupos que apresentaram resultados importantes destacam-se o grupo Alto Alegre, a BP Biocombustíveis e a Odebrecht Agroindustrial.

A BP Biocombustíveis, que já tinha enfatizado sua aposta no mercado brasileiro e chegou afirmar que a produção de etanol no ano passado foi ampliada em 47%, viu esses resultados positivos serem desdobrados para a área de cogeração. Na comparação com 2014, a geração de energia da empresa aumentou 42% - foram mais de 649 GWh gerados a partir da biomassa de cana-de-açúcar.

Além disso, no ano passado, a Unidade Tropical, da BP, viu sua a produção de energia chegar a 302 GWh contra 110GWh em 2014. A usina, além de estar presente no ranking das 10 usinas que mais geraram energia, adicionou significativo adicional de capacidade de produção de etanol no ano passado.

Já a Odebrecht Agroindustrial, destacou-se no ano passado pelos fortes investimentos nas usinas do grupo, seja de capacidade de moagem e produção de etanol. Além disso, destaca-se por ter três usinas entre as 10 maiores geradoras de energia, sendo que todas, Unidade Santa Luzia, Unidade Conquista do Pontal e Unidade Costa Rica, registraram aumento na geração na comparação com 2014.

Até o fim do ano passado o grupo gerou 1.989 Gwh, um crescimento de 37% em relação a 2014.

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No caso do grupo Alto Alegre, que inaugurou novas potências de cogeração em 2015, o crescimento na geração de energia chegou a 20%.

No infográfico abaixo você vê a relação completa das maiores produtoras de bioeletricidade do país.

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A plataforma de dados apresenta os dados acima de forma interativa e completa, clique aqui para acessar.

Marina Gallucci - NovaCana

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