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As 50 usinas que mais geraram eletricidade com bagaço de cana em 2015

bioeletricidade 110915Para determinar os principais responsáveis (usinas e estados) pelo crescimento, o portal NovaCana elaborou um ranking com as usinas sucroenergéticas que mais geraram energia elétrica ao longo do primeiro semestre de 2015

NovaCana 7 min de leitura

Por mais que o aumento da geração de eletricidade por parte das usinas açucareiras não tenha surpreendido durante o primeiro semestre de 2015, com crescimento acumulado de 6,8% em relação ao mesmo período de 2014, o setor continua crescendo em importância na geração de receita. A estimativa é que, atualmente, a cogeração represente de 8% a 10% do total da receita das usinas, oferecendo margens bem maiores do que os tradicionais açúcar e etanol.

Durante o primeiro semestre, a cogeração de energia elétrica pelas canavieiras brasileiras passou de 6.058 GW para 6.471 GW. Na comparação em base anual, os melhores crescimentos mensais de geração da biomassa de cana aconteceram em janeiro (66%), fevereiro (32,7%) e abril (21,1%), com quedas de geração em março (-12,5%) e maio (-1,9%).

Com o avanço da colheita, em 2015, junho naturalmente registrou o maior volume de energia gerado, de 2.360 GWh. Entretanto, o crescimento no Brasil foi pequeno, de 4,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado. As usinas de São Paulo destoaram e geraram menos energia este ano em relação ao ano passado.

Para determinar os principais responsáveis (usinas e estados) pelo crescimento, o portal NovaCana elaborou um ranking com as usinas sucroenergéticas que mais geraram energia elétrica ao longo do primeiro semestre de 2015. Embora o resumo visual da geração da biomassa apresente os dados atualizados até agosto, as informações mais recentes detalhadas por unidade geradora vão até junho deste ano.

Conheça quem são as usinas, a localização e o grupo de cada uma delas, a potência instalada para cogeração e a energia gerada durante o período (energia de cada usina medida no centro de distribuição).

É importante notar que para mostrar com mais precisão a participação do setor de açúcar e etanol no mercado de energia, o NovaCana selecionou somente as geradoras que utilizam o bagaço de cana-de-açúcar como combustível, deixando de fora a contribuição de outras biomassas, que é minoritária, como capim elefante e cavaco de madeira.

Por mais que o aumento da geração de eletricidade por parte das usinas açucareiras não tenha surpreendido durante o primeiro semestre de 2015, com crescimento acumulado de 6,8% em relação ao mesmo período de 2014, o setor continua crescendo em importância na geração de receita. A estimativa é que, atualmente, a cogeração represente de 8% a 10% do total da receita das usinas, oferecendo margens bem maiores do que os tradicionais açúcar e etanol.

Durante o primeiro semestre, a cogeração de energia elétrica pelas canavieiras brasileiras passou de 6.058 gigawatts-hora (GWh) para 6.471 GWh. Na comparação em base anual, os melhores crescimentos mensais de geração da biomassa de cana aconteceram em janeiro (66%), fevereiro (32,7%) e abril (21,1%), com quedas de geração em março (-12,5%) e maio (-1,9%).

Com o avanço da colheita, em 2015, junho naturalmente registrou o maior volume de energia gerado, de 2.360 GWh. Entretanto, o crescimento foi pequeno, de 4,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

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O portal NovaCana elaborou um ranking com as usinas sucroenergéticas que mais geraram energia elétrica ao longo do primeiro semestre de 2015. Embora o resumo da geração da biomassa apresente os dados atualizados até agosto, as informações mais recentes detalhadas por unidade geradora vão apenas até junho deste ano.

É importante notar que para mostrar com mais precisão a participação do setor de açúcar e etanol no mercado de energia, o NovaCana selecionou somente as geradoras que utilizam o bagaço de cana-de-açúcar como combustível, deixando de fora a contribuição de outras biomassas, que é minoritária, como capim elefante e cavaco de madeira.

Estados com maior crescimento

Em 2015, São Paulo manteve com folga sua posição como principal gerador de energia elétrica a partir do bagaço de cana-de-açúcar, no entanto, o estado foi o único a registrar queda na geração. Com 3.379 GWh de energia em 2015, em comparação com os 3.574 GWh do ano passado, São Paulo teve uma redução de 5% na geração.

Enquanto Goiás teve um crescimento pequeno de capacidade (0,17%), sua geração efetiva cresceu 25%, passando de 720 GWh para 902 GWh. Já o Mato Grosso do Sul ampliou em 2,94% sua produção de energia, chegando a gerar 698,53 GWh no primeiro semestre de 2015 – um crescimento de 24%.

Minas Gerais alcançou 735,32 GWh no semestre, um crescimento de 20% e o Paraná, que ampliou em 39% sua geração de energia, totalizou 308,33 GWh.

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Entre os cincos estados observados, São Paulo representa 56,10% da energia gerada. Já Goiás, Minas Gerais Mato Grosso do Sul e Paraná representam, respectivamente, 14,98%, 12,21%, 11,60% e 5,12%.

As 50 principais usinas geradoras de energia

O ranking das 50 principais usinas sucroenergéticas geradoras de energia, embora em números gerais não tenham apresentado grandes mudanças em relação ao mesmo período de 2014, teve diversas trocas de posições ao longo do período. As 10 principais usinas geradoras do primeiro semestre de 2015, inclusive, ocupavam posições diferentes na contabilização do ano passado.

No infográfico abaixo você vê a relação completa das maiores produtoras de bioeletricidade do país.

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Depois de ter registrado um prejuízo de R$ 748 milhões em 2014/15 e de circularem rumores sobre a venda da companhia, não é por acaso que a Renuka tenha perdido destaque na lista das usinas que mais geraram energia elétrica durante o primeiro semestre de 2015.

Isso se torna mais evidente com a Unidade Revati, de Brejo Alegre (SP), que possuía a primeira posição no primeiro semestre do ano passado. Agora, a usina nem sequer figura entre as 50 principais geradoras de energia elétrica com bagaço de cana.

Além disso, embora ocupe a primeira posição com a Unidade da Barra, em Barra Bonita (SP), a Raízen também perdeu prestígio em comparação com o primeiro semestre de 2014. Antes, o grupo possuía quatro usinas entre as dez primeiras posições. Este ano, contudo, apenas a Unidade da Barra tem esse destaque.

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Principais grupos geradores de energia

A liderança entre os grupos, ainda assim, é da Raízen Energia, mantendo a posição observada no mesmo período do ano passado. A geração, no entanto, apresentou uma queda, indo de 682,86 GWh para 641,74 GWh – uma redução de 6%.

Na segunda posição, também merece destaque a Odebrecht Agroindustrial, que ampliou a geração em 26,42%, indo de 421,66 GWh para 533,05 GWh de geração semestral. Por sua vez, Biosev e grupo São Martinho apresentaram crescimentos modestos – 2,77% e 0,04%, respectivamente –, mas ambos ganharam posições com a queda da Tereos Internacional (Grupo Guarani). A multinacional foi da 3ª posição no primeiro semestre de 2014 para o 5º lugar em 2015, com redução de 315,32 GWh para 244,70 GWh (-22,4%).

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O portal NovaCana está refinando as informações por grupo e, em breve, apresentará em detalhes o comportamento das principais empresas do país em relação à geração de energia do bagaço de cana. Os dados de cogeração da plataforma do NovaCana está sendo aprimorado com a inclusão de mais informações e reformulação da apresentação dos indicadores. Na próxima semana um nova versão do levantamento estará disponível.

Atualização: Os dados do ranking de cogeração da Bevap originalmente não incluiam a energia gerada pela Enervale, pois, para que sua energia vendida seja classificada como energia incentivada, a empresa informa os dados em outro CNPJ. Como se trata da mesma usina, agrupamos os dados para refletir melhor a energia gerada pela usina. Dessa maneira a Biovap saiu da posição 44 para a nona.

Renata Bossle – NovaCana

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