Quanta energia o mundo é capaz de produzir a partir do bagaço? Levantamento traz a evolução da capacidade instalada a partir de diversas fontes renováveis, entre elas o bagaço de cana
Quanta energia o mundo é capaz de produzir a partir do bagaço? Em um levantamento sem precedentes realizado por uma agência internacional, a instituição traz um desenho de como enxerga o atual cenário e como foi a evolução da capacidade instalada para produção energética a partir de diversas fontes renováveis, entre elas o bagaço de cana.
A partir de indicadores obtidos de fontes oficiais, como institutos nacionais de estatística, departamentos governamentais e reguladores, fontes extraoficiais, tais como associações industriais e notícias, e ainda a partir de cálculos de estimativas realizados pela própria agência. O trabalho engloba a capacidade para bioeletricidade a partir do bagaço em 47 países.
De acordo com o levantamento, de 2006 para 2015, a capacidade instalada mundial de bioenergia, tendo como fonte o bagaço, aumentou 84,3% em escala mundial, a uma taxa média de crescimento de 7,12% ao ano.
Em 2015, 54,6% de toda a capacidade mundial esteve no Brasil, o restante está distribuído entre os outros 46 países.
A evolução nos últimos dez anos da capacidade nos países produtores de energia a partir do bagaço e a posição de destaque da cogeração brasileira para potência bioenergética mundial pode ser conferida em gráficos exclusivos a seguir.
Quanta energia o mundo é capaz de produzir a partir do bagaço? Em um levantamento sem precedentes realizado pela International Renewable Energy Agencia (Irena) – Agência Internacional de Energia Renovável, a instituição traz um desenho de como enxerga o atual cenário e como foi a evolução da capacidade instalada para produção energética a partir de diversas fontes renováveis, entre elas o bagaço.
A partir de indicadores obtidos de fontes oficiais, como institutos nacionais de estatística, departamentos governamentais e reguladores, fontes extraoficiais, tais como associações industriais e notícias, e ainda a partir de cálculos de estimativas realizados pela própria Irena. A agência realizou um apanhado que engloba a capacidade para bioeletricidade a partir do bagaço em 47 países nos últimos dez anos.
De acordo com o levantamento, de 2006 para 2015, a capacidade instalada mundial de bioenergia, tendo como fonte o bagaço, aumentou 84,3% em escala mundial, a uma taxa média de crescimento de 7,12% ao ano. Em 2015, o indicador somou 19.571 MW - aumento de 7,19% em relação ao ano anterior.
Quem dita as tendências para a variação da capacidade instalada é o Brasil. O país é líder solitário no ranking de maior potência para cogeração com 54,6% de toda a capacidade mundial - um total de 10.680MW em 2015. Na sequência vem a Índia com um pouco mais de 15% da capacidade mundial, 3.050 MW.
Sobre a capacidade instalada brasileira, segundo os dados da Irena, em dez anos a potência cresceu 69,8%, com uma taxa média de crescimento de 6,38% ao ano. É possível perceber na comparação das variações, que pela representatividade brasileira, a curva de capacidade mundial acompanha as quedas e crescimentos na capacidade instalada do país. O pico de crescimento do país e, consequentemente do mundo, foi entre os anos de 2011 a 2013. Na época a capacidade instalada brasileira chegou a um crescimento de 14%.
Em detalhe
Gráficos avançados e filtros interativos sobre a evolução da capacidade mundial de geração de energia a partir do bagaço estão disponíveis no NovaCana DATA.

Marina Gallucci – NovaCana