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4 usinas brasileiras perdem direito de exportar etanol para os EUA

porto-houston-060516As perspectivas de exportação para os EUA são boas e, em grande parte, motivadas pelas metas do RFS, que foram atualizadas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) em novembro

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As perspectivas de exportação para os EUA são boas e, em grande parte, motivadas pelas metas do Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS), que foram atualizadas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) em novembro.

Mesmo com esse mercado promissor, algumas usinas brasileiras foram removidas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e perderam a autorização para exportar etanol para o país norte-americano.

As perspectivas de exportação para os EUA são boas e, em grande parte, motivadas pelas metas do Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS), que foram atualizadas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) em novembro.

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), inclusive, chegou a afirmar que a exportação poderia alcançar 7,6 bilhões de litros de etanol em 2016, apenas para os Estados Unidos. No entanto, a própria EPA duvida desse otimismo e acredita que o montante não deve ultrapassar 757,1 milhões de litros – o que, por si só, já representaria um aumento de 264% na comparação com 2015.

Mesmo com esse mercado promissor, algumas usinas brasileiras foram removidas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e perderam a autorização para exportar etanol para o país norte-americano.

São elas: a usina Cooperval, da Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivaí; a Unidade Clementina, do Grupo Clealco; a Unidade Severínia, do Grupo Guarani; e a Usina Otávio Lage, do Grupo Jalles Machado.

O NovaCana entrou em contato com as usinas e percebeu uma falta de interesse nas exportações. Duas das unidades que saíram da relação nunca haviam sequer realizado exportações. É o caso da Unidade Clementina, do Grupo Clealco, e da Usina Otávio Lage, do Grupo Jalles Machado.

De acordo com informações do Grupo Clealco, a exportação de etanol continua nos planos da companhia, mas não há uma perspectiva de quando essa comercialização deve começar. Já a Jalles Machado informou que a empresa exporta apenas o etanol produzido na Unidade Matriz, que continua no cadastro da EPA.

Já a Cooperval informou que a EPA avisou a usina sobre o processo de regularização do cadastro quando o prazo já estava próximo do fim. “É um trâmite muito longo e tínhamos apenas 10 dias”, disse um porta-voz da companhia.

Ainda assim, a retirada do cadastro não deve atrapalhar os planos da Cooperval. Segundo a empresa, não havia interesse na realização de exportações em 2016. “Queremos apenas atender ao mercado interno de etanol”, complementa.

A equipe de reportagem do NovaCana entrou em contato com a Tereos Internacional, controladora do Grupo Guarani, por meio de sua assessoria de imprensa, mas não obteve um retorno oficial da companhia.

Renata Bossle – NovaCana

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