As maiores companhias do segmento canavieiro somaram uma receita líquida de R$ 66,6 bilhões na safra 2013/14
As 30 maiores empresas com atuação em açúcar e etanol geraram uma receita líquida equivalente a 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor sucroenergético na safra 2013/14. Na temporada encerrada em março deste ano, as maiores companhias do segmento canavieiro somaram uma receita líquida de R$ 66,6 bilhões, ante o PIB de R$ 95 bilhões (US$ 43,4 bilhões) estimado para o setor no mesmo período.
Diferente da listagem anterior com as 78 maiores empresas do setor, o novo levantamento apresenta a maior parte das informações de forma consolidada por grupo econômico e traz todos os oito indicadores financeiros em moeda nacional.
Entre as empresas do setor presentes no ranking, 29 são produtoras e controlam 119 usinas no Brasil.
Veja a seguir a listagem completa com os 8 indicadores de cada um dos 30 grupos e os destaques revelados pela compilação dos números dos maiores grupos econômicos do setor.
As 30 maiores empresas com atuação em açúcar e etanol geraram uma receita líquida equivalente a 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor sucroenergético na safra 2013/14. Na temporada encerrada em março deste ano, as maiores companhias do segmento canavieiro somaram uma receita líquida de R$ 66,6 bilhões, ante o PIB de R$ 95 bilhões (US$ 43,4 bilhões) estimado para o setor no mesmo período.
As três dezenas de companhias integram o ranking das mil maiores empresas do país, o Valor1000, elaborado pelo Valor Econômico, o maior jornal de economia e negócios do Brasil. Com um recorte diferente, há menos de dois meses, outra publicação importante, a Revista Exame também apresentou um ranking, mais estendido, revelando as duas mil maiores companhias brasileiras, das quais 78 atuam no setor sucroenergético.
Diferente da listagem anterior, o novo levantamento apresenta a maior parte das informações de forma consolidada por grupo econômico e traz todos os oito indicadores financeiros em moeda nacional.
Entre os 26 segmentos avaliados pela publicação no ano fiscal correspondente a 2013, o setor de açúcar e etanol foi o que teve o maior crescimento em receita líquida, com uma performance 22,9% maior do que em 2012.
Entre as empresas do setor listadas pelo Valor, 29 são produtoras e detém 119 usinas do país.
Copersucar: 25% do PIB setorial
Sem produção própria, a Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo, ocupa disparado o primeiro lugar das grandes do setor. Sozinha, ela respondeu por um quarto do PIB sucroenergético na safra 2013/14, além de conseguir o melhor crescimento de receita, 57% maior na comparação com a safra anterior, e o maior lucro, de R$ 157,7 milhões.
A comercializadora, que possui 47 associadas e vende, sem exclusividade, a produção de mais 50 usinas, obteve uma receita líquida de R$ 23,1 bilhões, equivalente a 25% dos R$ 95 bilhões gerados pelas classificadas pela publicação no segmento, durante a temporada passada.
O segundo lugar pertence à Raízen Energia, a maior das companhias produtoras, com 24 usinas e receita líquida de R$ 9,4 bilhões. O bronze ficou com a Tereos Internacional, a controladora francesa da Guarani, que registrou vendas líquidas de R$ 8,3 bilhões.
Em seguida estão Biosev, Odebrecht Agroindustrial, Lincoln Junqueira (Alto Alegre e Alta Mogiana), Santa Terezinha Participações (Usaçúcar), São Martinho, Empresas Zilor, e, fechando as dez primeiras colocadas, a Agropecuária Nossa Senhora do Carmo (Grupo Virgolino José de Oliveira-GVO).
Destaques
Exceção regional - Entre as maiores do setor, 29 são sediadas no centro-sul, a única exceção é a nordestina Copertrading. A empresa comercializa a produção de usinas e destilarias de Alagoas e possui duas unidades produtoras próprias. A companhia sofreu a maior variação negativa na receita líquida. Com R$ 501 milhões registrados na safra 2013/14, o valor foi 35% menor em relação a temporada anterior.
Os maiores prejuízos - Biosev e Odebrecht Agroindustrial foram as sucroalcooleiras que mais perderam no exercício, com prejuízos, respectivamente, de R$ 1,4 bilhão e R$ 1,3 bilhão. Percentualmente, o resultado da Adecoagro sofreu a maior queda, passando de um lucro R$ 8,4 milhões para um prejuízo de R$ 60,6 milhões, variação de 821%.
Resultado operacional - O Ebitda (sigla inglesa para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) mais alto foi alcançado pela Raízen Energia, que obteve R$ 2,5 bilhões. A Copersucar registrou a maior variação de Ebitda, com crescimento de 155%, para R$ R$ 501 milhões.
Endividamento - Entre as 30 companhias, a Odebrecht Agroindustrial aparece com o maior endividamento oneroso, de R$ 10,5 bilhões. O indicador mede o comprometimento do capital próprio da empresa em relação à sua dívida com bancos e outras operações que tem custo financeiro embutido. Conforme o Valor, o nível de endividamento geral da companhia é de 9.448% e o nível de endividamento oneroso é de 8.884%, os patamares de dívida mais críticos.
Tabela interativa
Os dados financeiros completos de 2011, 2012 e 2013 estão disponíveis na plataforma de dados estatísticos. Abaixo um resumo com as 10 melhores em cada indicador, reproduzido da Revista Valor:
Mais sobre os indicadores financeiros
Para mais informações sobre os resultados financeiros da safra 2013/14, leia também:
“A elite do setor: usinas que mais lucraram em 2013”
“As empresas com os maiores prejuízos do setor sucroenergético”
NovaCana
