Volume total exportado no ano passado ficou estável, mas dados históricos apontam aumento na capacidade de exportação das principais empresas
Em 2017, as exportações de açúcar bruto via porão de navio tiveram relativa estabilidade em comparação a 2016. O volume foi 0,06% menor: 24,89 milhões de toneladas, contra 24,91 milhões no ano anterior.
O volume elevado registrado nos dois últimos anos pode ser atribuído à alta nos preços do açúcar no mercado internacional. Na comparação com 2015, as exportações de 2016 cresceram 10,06%.
Nesse contexto, em 2017, seis empresas ultrapassaram a marca de 1 milhão de toneladas de açúcar exportado.
Essa é a primeira vez que a Cofco se posiciona entre as seis maiores. Em contrapartida, a Sucden – que fazia parte desse seleto grupo em 2016 – viu suas exportações caírem no último ano.

Mais detalhes:
- Ranking das 30 maiores exportadoras
- Evolução do volume exportado por empresa
- Histórico de exportação das cinco maiores empresas desde 2012
- Exportação por porto
Em 2017, as exportações de açúcar bruto via porão de navio tiveram relativa estabilidade em comparação a 2016. O volume foi 0,06% menor: 24,89 milhões de toneladas, contra 24,91 milhões no ano anterior. Os números são da agência marítima Williams, que monitora as saídas da commodity por navio dos portos nacionais.
O volume elevado registrado nos dois últimos anos pode ser atribuído à alta nos preços do açúcar no mercado internacional. Na comparação com 2015, as exportações de 2016 cresceram 10,06%.
Nesse contexto, em 2017, seis empresas ultrapassaram a marca de 1 milhão de toneladas de açúcar exportado. São elas: Raízen (3,1 mi t), Copersucar (2,7 mi t), Biosev (1,5 mi t), Santa Terezinha (1,3 mi t), Cofco (1,2 mi t) e São Martinho (1,1 mi t). Essa é a primeira vez que a Cofco alcança essa marca.
Em contrapartida, a Sucden – que fazia parte desse seleto grupo em 2016 – viu suas exportações caírem para 850 milhões de toneladas no último ano.

Assim, no ranking das maiores exportadoras, apesar de algumas alterações nas colocações, as principais lideranças se mantiveram firmes. No topo desde 2013, a Raízen teve uma queda de 235 mil toneladas em relação a 2016. Já a Copersucar, que foi destronada pela Raízen, segue na segunda posição. A empresa, entretanto, teve um aumento no volume exportado de 297 mil toneladas.

Por sua vez, a terceira e a quarta colocação se inverteram nos últimos dois anos. A Santa Terezinha teve queda de 237 mil toneladas nas exportações e caiu para o quarto lugar. Com isso, a empresa deu lugar à Biosev, que registrou 102 mil toneladas da commodity a mais nas exportações no ano passado.

Portos
A preponderância dos portos no escoamento do açúcar também se manteve estável: 75,46% do volume de açúcar exportado saiu o porto de Santos (SP) em 2017 – 1,11 ponto percentual a mais do que em 2016, e 3,16 pontos acima do resultado de 2015. Já a participação do porto de Paranaguá (PR) oscilou entre 19% e 20% nos últimos três anos.
Em volume, isso significa uma exportação de 18,79 milhões de toneladas em 2017 via Santos e outras 4,75 milhões de toneladas por Paranaguá.


Esses dados, coletados pela Williams, são superiores aos volumes de açúcar bruto exportado divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Segundo o MDIC, o Brasil exportou 17,71 milhões de toneladas via Santos e 4,35 milhões de toneladas por Paranaguá.
Dados históricos
A evolução da capacidade de comercialização de açúcar por porão de navio das cinco maiores exportadoras é dramática ao longo dos anos. Os dados da Williams sobre o comércio da commodity desde 2011 estão disponíveis em uma planilha interativa do NovaCana DATA.
Nicholle Murmel – NovaCana