Títulos foram analisados pela Fitch Ratings, que conferiu aos papéis a nota mais alta na escala nacional
A agência de classificação de riscos Fitch Ratings confirmou a nota AAA, em escala nacional, para as emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da Raízen, com perspectiva estável. Conforme relatório, o rating está vinculado ao risco de crédito da Raízen.
A Fitch classificou emissões feitas entre 2016 e 2020 pelas empresas Opea Securitizadora e True Securitizadora. Além disso, foram reunidos papéis da Raízen Combustíveis e da Raízen Energia, atualmente englobadas pela Raízen S.A.
De acordo com o documento, as classificações já estão no nível máximo da escala nacional. Entretanto, uma deterioração na qualidade de crédito da Raízen pode levar a um rebaixamento da nota.
No relatório, a Fitch descreveu as emissões de CRA analisadas. Considerando as 12 séries, a captação da Raízen com os títulos superou R$ 5,55 bilhões. Confira mais detalhes no texto completo, exclusivo para assinantes.
A agência de classificação de riscos Fitch Ratings confirmou a nota AAA, em escala nacional, para as emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da Raízen, com perspectiva estável. Conforme relatório, o rating está vinculado ao risco de crédito da Raízen.
A Fitch classificou emissões feitas entre 2016 e 2020 pelas empresas Opea Securitizadora e True Securitizadora. Além disso, foram reunidos papéis da Raízen Combustíveis e da Raízen Energia, atualmente englobadas pela Raízen S.A.
De acordo com o documento, as classificações já estão no nível máximo da escala nacional. Entretanto, uma deterioração na qualidade de crédito da Raízen pode levar a um rebaixamento da nota.
CRAs da Raízen
No relatório, a Fitch descreveu as emissões de CRA analisadas. Considerando as 12 séries, a captação da Raízen com os títulos superou os R$ 5,3 bilhões.
A mais antiga delas corresponde às terceira e quarta séries da emissão feita pela Opea em 2016, de R$ 465,7 milhões e R$ 209,3 milhões, respectivamente – totalizando R$ 675 milhões. A terceira série tem vencimento em seis anos e juros correspondentes a 98% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ao ano. Já a quarta tem prazo de sete anos e correção calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de taxa de 6,168%.
Já a sexta e a sétima séries, emitidas pela Opea em 2016 e 2017, somaram R$ 738,8 milhões e R$ 230,9 milhões, respectivamente – no total, R$ 969,7 milhões. O pagamento principal das duas séries será em parcela única no vencimento final. No primeiro caso, o prazo é de seis anos; no outro, de sete. A correção monetária é calculada pelo IPCA, com juros remuneratórios de 4,7258% ao ano.
A Opea Securitizadora também emitiu a 11ª e 12ª séries em 2017, nos valores de R$ 501,5 milhões e R$ 204 milhões, alcançando R$ 705,5 milhões. Neste caso, o valor do principal também será pago em uma única parcela, no vencimento. A 11ª série tem prazo de seis anos e juros de 97% do CDI. Já a 12ª série tem prazo de sete anos, correção pelo IPCA e juros de 4,7588%.
Além disso, a Opea também foi responsável por duas séries de CRAs em 2019. A emissão dividida em uma série de R$ 300 milhões e outra de R$ 600 milhões, chegando a R$ 900 milhões. Na primeira, a remuneração é de 96% do CDI ao ano e o vencimento é em seis anos. Na segunda, o prazo é de sete anos e a atualização é pelo IPCA, acrescido de 4,04% ao ano. Em ambas as séries, o valor do principal será pago em uma parcela única no vencimento.
Por sua vez, a primeira e segunda séries da sexta emissão de CRAs foi feita pela True Securitizadora em 2019. Elas totalizaram R$ 228,19 milhões e R$ 787,65 milhões, respectivamente, chegando a R$ 1,02 bilhão. As duas séries possuem pagamentos do principais em três parcelas nos anos de 2027, 2028 e 2029. A primeira tem juros correspondente a 100% do CDI, enquanto a segunda tem atualização pelo IPCA e remuneração de 3,602%.
Por fim, em 2020, a True Securitizadora também emitiu duas séries, nos valores de R$ 352,42 milhões e R$ 728,05 milhões, respectivamente, alcançando R$ 1,08 bilhão. Nos dois casos, a correção é calculada pelo IPCA, mas os juros se diferem: 5,4% para a primeira série e 5,8% para a segunda. No primeiro caso, o pagamento do principal é em parcela única, no vencimento, enquanto a segunda série terá três parcelas, a serem pagas em 2028, 2029 e 2030.
Giully Regina – NovaCana