As perspectivas são otimistas, mas o momento que as usinas vivem é de cautela, afinal foram safras de prejuízo atrás de prejuízo para a maior parte do setor. Para as empresas que conseguiram manter as contas em dia, cautela significa investimentos que tragam eficiência e geração de caixa rápido. Para 18 usinas isto se traduziu em ampliação da moagem e da capacidade de produção de etanol anidro ou hidratado
As perspectivas são otimistas, mas o momento que as usinas vivem é de cautela, afinal foram safras de prejuízo atrás de prejuízo para a maior parte do setor. Para as empresas que conseguiram manter as contas em dia, cautela significa investimentos que tragam eficiência e geração de caixa rápido.
Para 18 usinas isto se traduziu em ampliação da moagem e da capacidade de produção de etanol anidro ou hidratado.
De forma lenta e esporádica, os grupos estão adicionando mais capacidade à um mercado que possui custos de produção bastante distintos. Enquanto algumas usinas sofrem com a ineficiência e carregam alto custo de dívida, outras aproveitam para se beneficiar da sua estrutura de gastos para ganhar mercado.
Dessa maneira, o resultado das ampliações dessas usinas mais organizadas tende a ser o aumento do market share e uma perspectiva mais positiva de futuro.
Apesar de um perfil variado no que se refere às ampliações de cada usina, a maioria trouxe como resultado um maior incremento do volume de etanol anidro frente ao hidratado. Os dados mostram também um número maior de usinas apostando na ampliação da produção de etanol do que na capacidade moagem.
A listagem traz números de unidades localizadas em oito estados brasileiros. Das usinas do país que contribuíram para o crescimento, 12 ampliaram capacidade de produção de etanol, cinco o potencial de moagem e duas foram reativadas.
O NovaCana apresenta a seguir um levantamento das empresas que investiram na ampliação da capacidade de moagem e de produção de etanol, compreendendo o período de janeiro de 2015 à janeiro de 2016. A pesquisa envolveu autorizaçãoes concedidas pelos orgãos competentes, as informações prestadas pelas empresas e as reativações de usinas publicadas na imprensa.
As perspectivas são otimistas, mas o momento que as usinas vivem é de cautela, afinal foram safras de prejuízo atrás de prejuízo para a maior parte do setor. Para as empresas que conseguiram manter as contas em dia, cautela significa investimentos que tragam eficiência e geração de caixa rápido.
Para 18 usinas isto se traduziu em ampliação da moagem e da capacidade de produção de etanol anidro ou hidratado.
De forma lenta e esporádica, os grupos estão adicionando mais capacidade à um mercado que possui custos de produção bastante distintos. Enquanto algumas usinas sofrem com a ineficiência e carregam alto custo de dívida, outras aproveitam para se beneficiar da sua estrutura de gastos para ganhar mercado.
Dessa maneira, o resultado das ampliações dessas usinas mais organizadas tende a ser o aumento do market share e uma perspectiva mais positiva de futuro.
Levantamento realizado pelo NovaCana, compreendendo o período de janeiro de 2015 à janeiro de 2016, apresenta as empresas que investiram na ampliação da capacidade de moagem e de produção de etanol. A pesquisa incluiu autorizações concedidas pelos orgãos competentes, as informações prestadas pelas empresas e as reativações de usinas publicadas na imprensa.
A listagem traz números de unidades localizadas em oito estados brasileiros. Das usinas do país que contribuíram para o crescimento, 12 ampliaram capacidade de produção de etanol, cinco o potencial de moagem e duas foram reativadas.
Apesar de um perfil variado no que se refere às ampliações de cada usina, a maioria trouxe como resultado um maior incremento do volume de etanol anidro frente ao hidratado. Os dados mostram também um número maior de usinas apostando na ampliação da produção de etanol do que na capacidade de moagem.
As ampliações adicionaram uma capacidade de moagem em torno de 9 milhões de toneladas/safra. A capacidade de produção de etanol cresceu 6,4 milhões de litros/dia de anidro e 3,3 milhões de etanol hidratado. Considerando uma safra de 180 dias, estas ampliações permitiriam uma produção extra de 1,15 bilhão de litros de anidro e 594 milhões de litros de hidratado.
Quatro usinas investem em moagem
As unidades de Ivinhema (Adecoagro – MS), Eldorado (ODB Agro – MS) e Caarapó (Raízen – MS), de Paraguaçú (Raízen – SP) e Santa Cruz (São Martinho – SP) foram as responsáveis pelo adicional na capacidade de moagem no último ano. Com isso, os investimentos nesse perfil de ampliação ficaram concentrados na região Centro-Sul.
O maior potencial adicionado foi ao Mato Grosso do Sul, cujas ampliações resultaram em um aumento de 7,1 milhões de toneladas/safra. Em São Paulo, o número foi de 2,2 milhões toneladas por safra.
Maior incremento na produção de anidro
Das 12 usinas que receberam autorização para operar com maior volume de produção de etanol, dez registraram um incremento na capacidade de anidro. Destas, apenas três incrementaram também a capacidade produtiva do etanol hidratado, o que resultou em um aumento de quase o dobro do etanol anidro em comparação com o aumento do hidratado.
Quando desdobramos esse recorte para os estados, Goiás, Paraná e Minas Gerais reforçam esse perfil de maior ampliação do etanol anidro. Goiás, com quatro unidades com capacidade produtiva ampliada, contribuiu para um aumento de 3,3 milhões de litros de etanol anidro diários. O destaque goiano fica por conta das ampliações nas capacidades de produção de etanol das Usinas Tropical, da BP, e a Usina Rio Claro, da ODB Agro, que tiveram mais peso no resultado da capacidade do estado.
São Paulo e Mato Grosso do Sul, no entanto, apresentaram maior aumento da produção de etanol hidratado. O resultado do primeiro estado foi influenciado diretamente pela ampliação da capacidade de produção da Unidade Vale do Paraná, da Pantaleon. A usina aumentou seu potencial produtivo de etanol em um pouco mais 1 milhão de litros de etanol hidratado/dia.

Marina Gallucci – NovaCana