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As 17 usinas que estão investindo e ampliando a capacidade de cogeração

bioeletricidade usina brasil 201114Levantamento apresenta mapa das usinas com projetos de construção ou ampliação da capacidade de cogeração com bagaço de cana

NovaCana 4 min de leitura

A bioeletricidade de cana caminha à passos lentos, mas o negócio está longe de estagnado. As usinas de açúcar e etanol seguem instalando novas termelétricas e iniciando novos projetos em várias regiões do Brasil.

Um mapeamento com todos os projetos de novas termelétricas movidas a biomassa até 2020 revelou que sete usinas sucroenergéticas já iniciaram a construção ou ampliação de 13 termelétricas. Além disso, outras dez usinas devem iniciar novos projetos em breve.

Ao todo, considerando também as térmicas movidas com outras biomassas, existem 38 projetos em desenvolvimento no Brasil para instalação ou ampliação de capacidade. Destes 23 envolvem Usinas Termelétricas (UTEs) movidas à bagaço de cana.

O NovaCana apresenta a seguir o mapeamento dos projetos futuros de cogeração das usinas sucroenergéticas:

- Potência nova de cada unidade e evolução ao longo dos anos

- Mapa com a localização de todos os projetos e usinas/grupos envolvidos

- Evolução da potência instalada ao longo do anos

A bioeletricidade de cana caminha à passos lentos, mas o negócio está longe de estagnado. As usinas de açúcar e etanol seguem instalando novas termelétricas e iniciando novos projetos em várias regiões do Brasil.

Um mapeamento com todos os projetos de novas termelétricas movidas a biomassa até 2020 revelou que sete usinas sucroenergéticas já iniciaram a construção ou ampliação de 13 unidades. Além disso, outras dez usinas devem iniciar novos projetos em breve.

Ao todo, considerando também as térmicas movidas com outras biomassas, existem 38 projetos em desenvolvimento no Brasil para instalação ou ampliação de capacidade. Destes 23 envolvem Usinas Termelétricas (UTEs) movidas à bagaço de cana.

(Veja infográfico ao final do texto)

Matriz energética

Apesar de ser a terceira colocada entre os métodos de geração de energia elétrica mais utilizados no País, a participação da biomassa na matriz energética ainda é pequena, correspondendo a apenas 8,8% do total.

Para se ter uma ideia, os modais hídrico e fóssil – primeiro e segundo mais utilizados – abocanham quase 76% do mercado. A maior parte, 61%, fica com as hidrelétricas. As geradoras movidas a combustíveis fósseis dão conta do restante, que corresponde a quase o dobro da fatia da biomassa.

Em 2016, se todos os projetos previstos entrarem em funcionamento, o total instalado será de 661 MW, 23% menor que o verificado em 2015, de 866 MW. Em 2014 a potência instalada foi de 983 MW.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até 2020 deve haver um acréscimo de 14% na capacidade instalada de cogeração por biomassa. Considerando apenas o bagaço-de-cana de açúcar o incremento deve ser menor: apenas 7% em relação ao total já instalado.

Participação do bagaço

O bagaço estará presente em 23 dos 38 aumentos de capacidade instalada listados pela Aneel até 2020. No total, devem ser adicionados 747,7 MW à capacidade de cogeração por meio dos resíduos da cana, 40,6% da capacidade esperada.

Somente neste ano, das 10 indústrias que incrementarão a capacidade nacional, seis são movidas por bagaço. As unidades Delta e Porto das Águas serão as que mais poderão fornecer energia, com capacidade de 70 MW e 90 MW, respectivamente.

O co-produto da cana será o combustível de mais da metade dos empreendimentos. Seis usinas irão gerar energia a partir do insumo, com destaque para a Delta e Porto das Águas, que serão responsáveis por adicionar 70 MW cada uma à malha brasileira.

O restante deste ano será adicionado pelas usinas J.A. Konzen, Nardini Aporé, NGBioenergia e Santa Cândida II, totalizando 266 MW de capacidade adicional advinda do bagaço de cana de açúcar.

Outras biomassas

Subprodutos diferentes do bagaço de cana irão compor a maior parte do combustível para os empreendimentos listados pela Aneel. De tudo que deve ser adicionado à capacidade de geração nos próximos quatro anos, 59,4% vem de outras fontes, o correspondente a 1.094,52 MW.

Para este ano, serão 395 MW extras na capacidade de cogeração a partir de outras biomassas. A maior parte desse total – 330 MW – será fornecida por uma única UTE ligada à Klabin Celulose.

Previsão de funcionamento

Os empreendimentos estão divididos em três categorias de acordo com a viabilidade de funcionamento: alta, média e baixa. Os listados nas categorias alta e média (27, no total) são os que devem entrar em funcionamento até 2020.

Há 16 empreendimentos na categoria baixa que estão sem previsão de funcionamento. Isso pode indicar problemas que vão desde atraso nas obras até revogação ou não obtenção de documentos necessários. Caso passem eventualmente a integrar os números nacionais de cogeração, essas UTEs podem agregar outros 600 MW à capacidade nacional.

info cogeracao v2 150216

Jorge Mariano – NovaCana

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