Não basta anunciar um combustível verde: é preciso confirmar a sustentabilidade com números. Mesmo sendo menos poluente que a gasolina, o processo de fabricação de etanol também emite gases de efeito estufa – um aspecto que não passou despercebido para um dos mais rigorosos programas de regulação de combustíveis do mundo, o Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono (LCFS), regulado pelo Conselho da Qualidade do Ar da Califórnia (Carb).
As empresas que têm interesse em exportar etanol para o estado da Califórnia precisam estar inscritas nesse programa, que exige uma análise dos caminhos de produção disponíveis em cada unidade – e cada caminho recebe um número de acordo com a intensidade de carbono (CI) emitida. Até o ano passado, o programa utilizava valores padronizados, que consideravam aspectos como colheita mecanizada e cogeração.
Agora, contudo, o LCFS foi reformulado e recebeu um novo texto e uma nova base de cálculo. Atualizado e ainda mais rigoroso, o programa passou a considerar um grande número de variáveis, estipulando um valor único para cada usina.
Com isso, o Brasil também ganhou um ranking das empresas que conseguem fabricar etanol emitindo a menor quantidade de CO2. Confira quais são os caminhos de produção de etanol menos poluentes do país e as 16 usinas que mais contribuem para reduzir o aquecimento global (115 usinas brasileiras possuem cadastro na Califórnia).
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