Dezenas de usinas brasileiras interessadas passaram por um rigoroso processo de análise dos EUA para determinar a pegada de carbono do etanol produzido. O resultado é um um ranking das usinas que mais contribuem para reduzir o aquecimento global
Não basta anunciar um combustível verde: é preciso confirmar a sustentabilidade com números. Mesmo sendo menos poluente que a gasolina, o processo de fabricação de etanol também emite gases de efeito estufa – um aspecto que não passou despercebido para um dos mais rigorosos programas de regulação de combustíveis do mundo, o Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono (LCFS), regulado pelo Conselho da Qualidade do Ar da Califórnia (Carb).
As empresas que têm interesse em exportar etanol para o estado da Califórnia precisam estar inscritas nesse programa, que exige uma análise dos caminhos de produção disponíveis em cada unidade – e cada caminho recebe um número de acordo com a intensidade de carbono (CI) emitida. Até o ano passado, o programa utilizava valores padronizados, que consideravam aspectos como colheita mecanizada e cogeração.
Agora, contudo, o LCFS foi reformulado e recebeu um novo texto e uma nova base de cálculo. Atualizado e ainda mais rigoroso, o programa passou a considerar um grande número de variáveis, estipulando um valor único para cada usina.
Com isso, o Brasil também ganhou um ranking das empresas que conseguem fabricar etanol emitindo a menor quantidade de CO2. Confira quais são os caminhos de produção de etanol menos poluentes do país e as 16 usinas que mais contribuem para reduzir o aquecimento global (115 usinas brasileiras possuem cadastro na Califórnia).
Não basta anunciar um combustível verde: é preciso confirmar a sustentabilidade com números. Mesmo sendo menos poluente que a gasolina, o processo de fabricação de etanol também emite gases de efeito estufa – um aspecto que não passou despercebido para um dos mais rigorosos programas de regulação de combustíveis do mundo, o Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono (LCFS), regulado pelo Conselho da Qualidade do Ar da Califórnia (Carb).
As empresas que têm interesse em exportar etanol para o estado da Califórnia precisam estar inscritas nesse programa, que exige uma análise dos caminhos de produção disponíveis em cada unidade – e cada caminho recebe um número de acordo com a intensidade de carbono (CI) emitida. Até o ano passado, o programa utilizava valores padronizados, que consideravam aspectos como colheita mecanizada e cogeração.
Agora, contudo, o LCFS passou por uma reformulação e recebeu um novo texto e uma nova base de cálculo. Atualizado e ainda mais rigoroso, o programa passou a considerar um grande número de variáveis, estipulando um valor único para cada usina.
Até o momento, 16 usinas brasileiras, prevendo uma vantagem competitiva para o etanol brasileiro de cana-de-açúcar, já conseguiram uma nova certificação para seus caminhos de produção ou uma recertificação de seus caminhos antigos, que tiveram a CI recalculada. Como quatro usinas possuem mais de um caminho – um exclusivo para etanol de melaço e outro de etanol de primeira geração, por exemplo – a relação final soma 20 diferentes caminhos de produção.
Esses valores são importantes porque o LCFS estabelece metas anuais com aumentos gradativos que estimulam uma redução das emissões de carbono. Segundo as regras do programa, as companhias que ultrapassam o objetivo de redução geram créditos que podem ser vendidos. Mas caso uma empresa não consiga atingir as metas com o combustível comercializado, ela precisa comprar créditos para não ser penalizada.
Assim, além de atingir os critérios, as companhias recebem uma nova oportunidade de negociação no mercado: o comércio de créditos. Dessa forma, mesmo pequenas diferenças numéricas podem trazer reflexos para o bolso das empresas.
Com isso, o Brasil também ganhou um ranking das empresas que conseguem fabricar etanol emitindo a menor quantidade de CO2. Abaixo, confira quais são os caminhos de produção de etanol menos poluentes do país.

Lembrando que, para o ranqueamento foram consideradas apenas as usinas com cadastro no Carb, ou seja, as plantas que possuem interesse ou já exportam biocombustível para a Califórnia.
Para a relação completa das usinas brasileiras que possuem cadastro junto ao Carb, acesse o NovaCana DATA (exclusivo assinantes).
Renata Bossle – NovaCana