As usinas sucroenergéticas já adicionaram mais capacidade de cogeração em 2015 do que em todo o ano passado. Até novembro, foram 14 projetos que agregaram 610 MW de capacidade nova com bagaço de cana
De olho no potencial da geração energética com o aproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar, usinas do setor tem se movimentado mais que no ano passado com novos investimento em expansões e unidades geradores em 2015. Até a metade de novembro, foram 14 projetos em 13 usinas que agregaram 610 MW de capacidade nova de cogeração às sucroalcooleiras.
Considerando todas as térmicas de biomassa, já foram instalados 866 MW em 2015. A potência alimentada por outros insumos que não o bagaço (como capim-elefante, resíduos florestais, licor negro e biogás) responde por 256 MW da capacidade nova.
Outros quatro projetos ainda estão previstos para entrar em operação até o final de dezembro, o que deve fazer com que o ano encerre com mais de 900 MW de potência nova em térmicas limpas no Brasil.
A seguir, os detalhes sobre cada um dos projetos que entraram em operação em 2015 e as previsões de novos investimentos em cogeração.
De olho no potencial da geração energética com o aproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar, usinas do setor tem se movimentado com o investimento em expansões e novas unidades geradoras em 2015. Até a metade de novembro, foram 14 projetos em 13 usinas que agregaram 610 MW de capacidade nova de cogeração às sucroalcooleiras.
Considerando todas as térmicas de biomassa já foram instalados 866 MW neste ano. A potência alimentada por outros insumos que não o bagaço (como capim-elefante, resíduos florestais, licor negro e biogás) responde por 256 MW da capacidade nova.
Outros quatro projetos ainda estão previstos para entrar em operação até o final do ano (todos de outras biomassas), o que deve fazer com que o ano encerre com mais de 900 MW de potência nova em térmicas limpas no Brasil.
Em comparação com 2014, a capacidade instalada pelas usinas de cana já é 6,2% maior que os 574 MW agregados no ano passado. No entanto, na soma de todas as térmicas de biomassa a expectativa de fechamento é um pouco menor que a do ano anterior, quando foram instalados 1.018 MW.
Nos últimos dez anos foram instalados 8.212,2 MW de energia vinda da biomassa no Brasil. Os dados são do relatório de acompanhamento das unidades geradoras feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Destaques do bagaço
No setor sucroenergético, os 14 projetos de potência nova foram instaladas junto a 13 usinas (a Usina Vista Alegre da Tonon, em Maracaju (MS), investiu em duas térmicas). Foram nove projetos de expansão e cinco novas térmicas.
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Os projetos que mais aumentaram a capacidade de cogeração do setor estão em São Paulo e Mato Grosso do Sul. No estado paulista, toda os 277 MW de potência foram adicionados em virtude de seis ampliações de capacidade e duas novas termelétricas. O destaque vai para a térmica da Usina Moema, pertencente ao grupo Bunge, que saltou de 24 MW para 89 MW instalados.
No Mato Grosso do Sul foram três projetos que somados, adicionaram 256 MW. Lá está o maior projeto de cogeração inaugurado este ano, da Usina Eldorado que respondeu por 116 MW de capacidade, que foram adicionados à capacidade prévia da térmica, de 25 MW. No estado também foi agregada capacidade pelas UTEs Amandina, da usina da Adecoagro em Ivinhema, e Vista Alegre I e II, na usina de mesmo nome da Tonon Bioenergia.
Das três unidades de cogeração que foram instaladas neste ano, apenas uma se refere a usina sucroalcooleira recém-implantada, a UTE Santa Vitória de 41,4 MW, na unidade mineira de mesmo nome, joint venture entre Dow e Mitsui.
As outras quatro térmicas de cana, UTE Guarani Tanabi II, UTE Colombo Ariranha II, UTE Usi Bio e UTE Vista Alegre II, somam-se a unidades de cogeração já existentes, respectivamente, junto a unidade Tanabi, da Guarani, Ariranha, da Colombo, Santo Inácio, do Grupo Alto Alegre, e da Usina Vista Alegre, da Tonon.
Outras Biomassas
As quatro térmicas de outas biomassas estão localizadas nos estados do Pará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
A maior expansão realizada foi da gaúcha CMPC (Antiga Aracruz Unidade Guaíba), que aumentou a capacidade de geração de energia em 193 MW. Toda a cogeração da unidade é a base de licor negro. No mesmo estado foi inaugurada UTE Biotérmica Recreio, a biogás, com 8 MW de potência.
No Matro Grosso do Sul, a UTE Agrenco iniciou suas operações com 34 MW operando com capim elefante. Por fim, a UTE Floraplac, no Pará, está utilizando resíduos florestais para abastecer 20 MW de capacidade.
Previsões
Ainda em 2015 o relatório da Aneel classifica quatro empreendimentos como de alta viabilidade. Juntos, adicionarão outros 59,3 MW à malha energética do Brasil, mas nenhum utiliza bagaço como combustível. Isso significa possibilidade de fechar o ano com 925 MW adicionados à capacidade instalada de geração de energia elétrica por biomassas.
Para o ano que vem, já estão previstos mais 592 MW de capacidade adicional – 250 MW a partir do bagaço de cana e 342 MW por meio de outras biomassas – considerados de alta viabilidade.
Se considerados todos os projetos já informados à ANEEL e avaliados como altamente viáveis para implantação até a 2020, são 19 unidades que, juntas, somam 859 MW. De 2017 em diante todos os projetos listados como altamente viáveis pela Aneel são movidos à base da biomassa da cana.
Existem ainda 43 outros projetos de média e baixa viabilidade que podem agregar 1.545,5 MW extras ao parque de geração por biomassa, sendo que os de média viabilidade têm data de operação estimada entre 2016 e 2019, e os de baixa, não possuem previsão para começar a funcionar.
Jorge Mariano – NovaCana
