A atual temporada iniciou cheia de expectativas. A colheita antecipada no Centro-Sul nos primeiros meses do ano fez com que a safra 2016/17 já batesse recordes na comparação com os períodos equivalentes de temporadas anteriores.
O início de ano de vento em pompa, no entanto, não é necessariamente o prenúncio de uma excelente temporada. Ele é um dos vários ingredientes que ajudam a alimentar o cenário de incertezas que se constrói em torno do desempenho da safra 2016/17.
A palavra que define a atual safra de cana-de-açúcar para o Centro-Sul do Brasil, a principal região produtiva do setor, é imprevisibilidade. A indefinição é expressa pelos 64 milhões de cana – diferença entre o cenário mais nebuloso e o mais otimista das estimativas de 11 consultorias e entidades do setor para a atual safra.
O número mostra a hesitação na fala dos consultores, e as razões que levaram entidades, como a Unica, trabalhar com diferentes cenários.
Para este comparativo das estimativas de safra 2016/17 foram compiladas projeções de 11 instituições: uma entidade pública, um órgão do governo dos EUA, a principal entidade representativa do setor e oito das mais importantes consultorias com atuação na área de açúcar e etanol no país.
A seguir as visões sobre a atual safra:
- Mix açucareiro com crescimento limitado
- As divergências mais marcantes entre as diferentes projeções
- As diversas projeções de cada uma das 11 instituições
- Gráficos comparativos com as estimativas de cada consultoria para a safra 2016/17, com média e histórico
- Júlio Maria Borges: "Batemos no teto."
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