A produção brasileira de milho deve ter crescimento de 34,6% no total, com um volume previsto em 117,2 milhões de toneladas. Os números fazem parte do terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira, 9, sobre o acompanhamento da safra brasileira de grãos.
"O alto porcentual reflete a recuperação nas produtividades, principalmente da segunda safra do cereal, que teve impacto negativo no ciclo 2020/21 pelas adversidades climáticas registradas", diz a Conab. A primeira safra de milho está projetada em 29,07 milhões de toneladas, 17,6% superior à de 2020/21, que foi de 24,7 milhões de toneladas.
A Conab destaca em comunicado que foi registrado grande volume de chuva em outubro, ultrapassando a média em diversas localidades, principalmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e no Matopiba (estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o que favorece o desenvolvimento das culturas de primeira safra. "No entanto, no sul do país, a chuva registrada não foi suficiente para atingir a média em grande parte da região", pondera a Conab.
A produção brasileira de grãos na safra 2021/22 pode atingir 291,07 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 15,1%, ou 38,3 milhões de toneladas, em comparação com a temporada 2020/21. Em relação com a pesquisa anterior, de outubro, a terceira estimativa é 0,4% maior.
A Conab destaca que o milho encontra cenário distinto entre o mercado interno e o externo. “Enquanto no panorama doméstico os preços tendem a entrar em estabilidade, após o registro de queda nas últimas semanas, as cotações internacionais estão em alta, sinalizando a preocupação com a condição climática adversa no sul da América do Sul, bem como a recuperação da demanda por etanol de milho, principalmente nos Estados Unidos”, destaca.
Com isso, entidade diz que as exportações na safra 2020/21 tiveram um novo ajuste, com os embarques previstos em 19,2 milhões de toneladas. Já para o ciclo 2021/22 é esperada uma recuperação dos volumes despachadas com vendas próximas a 36,68 milhões de toneladas.
Com edição NovaCana