Milho

Cresce para 23% as lavouras de milho avaliadas como ruins no MS, diz Famasul


Notícias Agrícolas - 02 jun 2021 - 15:49

A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da safra e da comercialização da produção de milho no estado.

De acordo com o levantamento, a projeção de área plantada para o milho de segunda safra 2020/21 no Mato Grosso do Sul segue de 2 milhões de hectares, com aumento de 5,7% quando comparada com a área da safra 2019/20, que foi 1,895 milhão de hectares. A produtividade ainda é estimada em de 75 sacas por hectare, gerando uma produção de 9,01 milhões de toneladas.

Apesar da manutenção das expectativas, a publicação destaca as dificuldades climáticas vividas no estado. “O final de semana passado foi marcado por chuva que variou entre 1 e 62 mm, porém com queda de granizo na região sul, sudeste e sul-fronteira do estado, causando danos em algumas lavouras. Até o momento, as regiões que registraram as piores condições nas lavouras foram oeste e centro”, diz a Famasul.

Diante deste cenário, apenas 6% das lavouras foram avaliadas em boas condições, 71% são regulares e as outras 23% foram avaliadas como ruins. Na semana anterior, estes índices eram de 5%, 78% e 17%, respectivamente.

O relatório explica que para um cultivo ser classificado como “ruim”, ele deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de stand, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem elevada perda de potencial produtivo. Em uma classificação “regular”, encontram-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, stand razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como “bom” ocorre quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade.

Enquanto isso, o preço da saca do milho em Mato Grosso do Sul se desvalorizou 3,6% entre 24 e 31 de maio de 2021, encerrando o período negociado a R$ 85,44. “Os preços no mercado sul-mato-grossense foram pressionados pela queda na taxa de câmbio e pelas incertezas que pairam sobre o resultado da safra a partir das revisões nas condições das lavouras”, aponta a entidade.

Já no que diz respeito a todo o período de maio de 2021, houve desvalorização no preço médio do cereal. Ou seja, o valor de R$ 85,44 visto em 31 de maio era 8,75% menor que o de R$ 93,63 do início do mês. No comparativo anual, houve uma valorização de 132,1% no preço médio de maio de 2021 (R$ 92,26 por saca) em relação ao valor médio de R$ 39,75 por saca no mesmo período de 2020.

Guilherme Dorigatti


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail