Milho

Em 10 anos, milho pode ultrapassar cana na produção de etanol, diz CEO da Millenium

Em entrevista exclusiva ao NovaCana, Eduardo Lima fala sobre os planos da companhia, os projetos em andamento e reforça aposta em usinas com negócios diversificados, o que pode incluir até mesmo o confinamento de gado


NovaCana - 06 out 2021 - 10:05 - Última atualização em: 15 out 2021 - 16:05

Com empreendimentos no Brasil e no exterior, a Millenium Bioenergia está criando uma espécie de consórcio integrador, formado por companhias que atuam em torno da produção e do desenvolvimento do setor sucroenergético e de commodities. Com isso, a companhia se posiciona como um grupo voltado ao etanol de milho, mas que optou por desenvolver o mercado antes de iniciar as operações em sua primeira unidade.

Uma das apostas da empresa é o modelo total flex, onde as usinas podem produzir biocombustível à base de cana-de-açúcar e de milho durante todo o ano – ele se difere do flex convencional, onde o uso do grão estaria restrito à entressafra de cana de açúcar. Segundo o CEO da Millenium, Eduardo Lima, a estratégia pode ser replicada em usinas no mundo inteiro com alta eficiência, utilizando tecnologia brasileira.

“A visão foi desenvolver um modelo de negócio e abordagem de mercado para que, no futuro, nós tivéssemos preparados para mostrar para o mercado o que ninguém conhecia ainda. Sabíamos que o Brasil tinha um potencial enorme”, afirma e justifica: “Os Estados Unidos plantam milho durante meio ano, enquanto o Brasil tem duas safras, além do grão brasileiro ser de melhor qualidade”.

De acordo com ele, até 2014, a companhia tentava convencer as usinas de cana-de-açúcar a produzir o etanol de milho na entressafra. Depois, entretanto, a Millenium resolveu investir em seus próprios projetos.

A otimização, presente neste modelo de negócio que a empresa busca desenvolver, permite que as duas unidades industriais (cana e milho) utilizem uma única estrutura que engloba a parte corporativa, manutenção, destilaria, cogeração, armazenagem, tancagem, utilização de resíduos, mão-de-obra e logística.

“Uma vantagem é que – ao contrário da cana, que precisa estar ao lado da usina – o milho pode ser estocado. Ele é commodity. Eu não preciso plantar um pé de milho para produzir etanol. Eu posso comprar de qualquer lugar e vai compensar”, explica.

“Enquanto a cana-de-açúcar tem dois coprodutos, o milho tem cinco. Um dos nossos projetos vai fornecer gás carbônico para uma unidade da Coca-Cola”, Eduardo Lima (Millenium Bioenergia)

No texto completo, exclusivo para assinantes, confira a entrevista completa com Eduardo Lima.


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