Internacional: Açúcar

Tereos vê atividade na UE quase de volta ao normal após impacto do coronavírus


Reuters - 30 jul 2020 - 14:09

As vendas de açúcar na Europa estão gradualmente retornando aos níveis previstos antes da pandemia de covid-19, disse o grupo francês de açúcar Tereos nesta quinta-feira. Preços mais altos limitaram o impacto de medidas de isolamento adotadas contra o vírus sobre as atividades do grupo no primeiro trimestre.

A Tereos, segundo maior produtor mundial de açúcar em volume, depois da alemã Suedzucker, tem – assim como seus rivais – sofrido com os efeitos do surto de coronavírus, que abalou os mercados globais e reduziu a demanda por produtos como o etanol.

O lucro ajustado da Tereos antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentou para 94 milhões de euros no primeiro trimestre até 30 de junho, ante 33 milhões no mesmo período do ano anterior.

As vendas caíram 4%, devido às atuais taxas de câmbio, para 967 milhões de euros, de 1 bilhão anteriormente.

A empresa disse que seu plano “Ambições 2022”, que visa melhorar seu desempenho e gerar um lucro operacional superior a 200 milhões de euros, tem ajudado a impulsionar os resultados.

“O forte momento de crescimento contínuo do Ebitda é sustentado pelos ganhos de desempenho do nosso programa de transformação Ambições 2022, aumento dos volumes vendidos do Brasil, pelo dinamismo do segmento de álcool e os preços sustentados na Europa”, afirmou a Tereos em comunicado.

Apesar de uma queda estimada de 3% no consumo de açúcar na UE devido à crise do coronavírus, a Tereos espera que o bloco permaneça com déficit de açúcar no próximo ano, devido à menor área plantada com beterraba sacarina e baixos rendimentos, uma perspectiva que tem apoiado os preços do açúcar na UE nos últimos meses.

No Brasil, a Tereos disse que deve se beneficiar de um aumento esperado nos volumes de cana processada, enquanto mais de 85% de suas vendas de exportação de etanol em 2020/21 foram fixadas nos mercados futuros globais antes da crise que provocou queda no consumo de combustíveis.

A dívida líquida do grupo era de 2,63 bilhões de euros em 30 de junho, ou 249 milhões de euros a menos na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas acima dos 2,56 bilhões no final de março.

Sybille de La Hamaide


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