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Usinas da Biosev e da Atvos em Rio Brilhante (MS) têm atividades prejudicadas após decreto

Prefeitura do município decidiu suspender o transporte coletivo em uma ação de combate ao contágio por coronavírus


novaCana.com - 25 mar 2020 - 08:03

As usinas Rio Brilhante, da Biosev, e Eldorado, da Atvos, estão com suas operações prejudicadas devido à suspensão do transporte público municipal em Rio Brilhante (MS). Conforme apuração realizada pelo Valor Econômico, a primeira está paralisada desde segunda-feira (23), enquanto a segunda está com suas atividades reduzidas.

O decreto faz parte das medidas adotadas pelo município para impedir o avanço do novo coronavírus. O documento foi assinado pelo prefeito Donato Lopes da Silva na sexta-feira (20), com validade a partir de segunda-feira, e também impede serviços de transporte fornecidos pelas indústrias.

Em nota enviada ao Valor, a Biosev reforçou que as operações da usina se enquadram como atividade essencial no decreto federal editado na segunda-feira. Desta forma, a companhia afirma que está trabalhando junto à prefeitura da cidade para obter as autorizações necessárias para continuar operando.

Além disso, a empresa também assegurou que deve cumprir com todos os compromissos assumidos com colaboradores, comunidades, investidores, clientes e fornecedores, “priorizando o objetivo de preservar a saúde, segurança e bem-estar de todos”.

Já a Atvos – antiga Odebrecht Agroindustrial – disse, também em nota ao Valor, que está respeitando o decreto. A companhia, porém, teria sido afetada somente em “uma frente de um dos fornecedores” e, por conta disso, o impacto na operação foi limitado.

A reportagem do Valor, entretanto, observa que o fluxo de recebimento de cana-de-açúcar da usina pode ser afetado. Uma das principais fornecedoras da usina, a ACP Bioenergia, paralisou a colheita e o transporte de cana há dois dias.

Com 12,5 mil hectares em Rio Brilhante, a ACP está com falta de mão de obra por conta do decreto municipal. Segundo fontes da empresa, neste momento da safra, cada dia representa cerca de 3,5 toneladas de cana sem colher. No pico da safra, esse volume pode chegar a 5,5 toneladas diárias.

Como o pagamento pela cana é feito mensalmente, a ACP pode encontrar dificuldades se a suspensão das atividades se prolongar.

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Com informações do Valor Econômico