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[Atualizada] Usina Canabrava é interditada por suspeita de vender etanol adulterado

ANP detectou ilegalidade em postos da Ilha do Governador, no RJ. Petrobras e Raízen alegaram que usina foi responsável pelo problema


G1 - 17 nov 2016 - 08:42 - Última atualização em: 18 nov 2016 - 15:04

Atualização (18/11, às 11h): O texto abaixo foi alterado após confirmação do nome da usina, conforme publicação do jornal O Globo.

A Usina Canabrava, de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, está sendo apontada por empresas distribuidoras de combustível por comercializar álcool adulterado. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) detectou a ilegalidade através de um programa de monitoramento de qualidade. Segundo os dados da ANP, foi detectado metanol no etanol hidratado comercializado em revendedores BR, Ipiranga e Shell, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Os fiscais da ANP interditaram a usina nesta terça-feira (15). As amostras de combustíveis coletadas no local estão sendo analisadas em laboratório.

Os postos onde foram encontrados o combustível adulterado foram interditados pelos fiscais da ANP e o produto está sendo retirado e encaminhado para as bases dos distribuidores fornecedores para reprocessamento. A Petrobras e a Raízen, responsável pela Shell, alegaram que a usina de Campos foi a responsável pelo problema.

Ainda de acordo com a ANP, também foram realizadas ações de fiscalizações nas bases das distribuidoras que forneceram aos postos, determinando a imediata suspensão de fornecimento até o resultado da análise das coletas. A ANP informou que será aberto processo administrativo, sendo que os distribuidores e revendedores estarão sujeitos a multas de R$ 20 mil a R$ 5 milhões.

Além da interdição de postos, a comercialização pode resultar na cassação da inscrição estadual das distribuidoras. Essa é uma punição prevista pela ANP a quem adquire, distribui, transporta e revende etanol em desacordo com as especificações.

Em nota, a Petrobras, responsável pela distribuidora BR, informou que suspendeu a venda do produto em sua rede revendedora e determinou o recolhimento e reposição dos volumes em sua rede de postos na região assim que o problema foi constatado. A empresa também afirmou que foi identificado que o problema é proveniente de uma única usina produtora: a de Campos.

A Petrobras disse ainda que está tomando todas as providências para resguardar seus interesses, dos revendedores e consumidores, ao mesmo tempo em que confia que as autoridades competentes adotarão as medidas corretivas cabíveis junto aos responsáveis pela inconformidade na produção daquele volume de etanol hidratado.

A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, informa que o produto já foi retirado do sistema de distribuição e a comercialização de etanol foi suspensa na região até que novo lote seja distribuído, processo que já está ocorrendo. A empresa também apontou que a inconformidade foi provocada pela usina de Campos. A empresa afirmou que a substância identificada visava unicamente fraudar todo o sistema de distribuição e revenda de combustíveis no grande Rio.

Com informações adicionais de Veja e O Globo; edição novaCana.com