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Usina de etanol de milho da Millenium Bioenergy em Roraima já pode sair do papel

Grupo pretende construir até oito usinas de etanol de milho, com investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão


novaCana.com - 28 nov 2019 - 08:19 - Última atualização em: 28 nov 2019 - 10:23

Já com dois projetos em andamento em Mato Grosso – nos municípios de Tabaporã e Jaciara –, a Millenium Bioenergy obteve licença ambiental para iniciar as obras de sua usina de etanol de milho em Bonfim (RR). A expectativa é que o licenciamento seja publicado no Diário Oficial do Estado na próxima segunda-feira (2), com início das obras previsto para 7 de dezembro.

A informação é do Valor Econômico, que também relata que o investimento nas obras está previsto em US$ 170 milhões e deverá ter 80% do aporte financiado com empréstimo estrangeiro, em dólar.

Em entrevista ao Valor, o CEO da Millenium, Eduardo Lima, garantiu que apenas o contrato de venda de Dried Distilled Grains (DDGs) – firmado entre a Millenium e a cooperativa americana CHS –, já seria suficiente para pagar o financiamento.

Mais usinas à vista

De acordo com a reportagem, Lima teve uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro na manhã de ontem (27), com o objetivo de apresentar os planos de investimento da empresa. A Millenium Bioenergy pretende construir até oito usinas de etanol no país, a maioria flex (abastecida com milho e cana), com foco na Amazônia.

Recentemente, Bolsonaro revogou um decreto que impedia a liberação de financiamentos para o cultivo de cana-de-açúcar na região amazônica. Com isso, projetos como os da Millenium podem ter crédito facilitado.

A construção em Roraima, por sua vez, deve acontecer nas proximidades da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em uma área de 59,4 mil hectares. A usina – que inicialmente irá processar apenas milho – poderá produzir etanol, DDGs, óleo de milho, levedura e gás carbônico.

No futuro, porém, o CEO informa que a Millenium pretende investir para que a unidade também seja capaz de processar cana-de-açúcar.

A licença para construção foi assinada pelo presidente interino da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima (FEMARH), Ionilson Sampaio de Souza, e pelo diretor do órgão Rogério Martins Campos.

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Com informações do Valor Econômico