A Usina Estreliana, localizada em Ribeirão (PE), voltará a funcionar este ano no sistema de cooperativismo, com um investimento inicial de R$ 7 milhões e geração de 2.300 empregos diretos e indiretos. O acordo foi assinado nesta terça-feira (23), na Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), no Recife (PE).
O investimento inicial no parque industrial é de R$ 7 milhões. Segundo cálculos divulgados pela Associação de Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), serão gerados 300 empregos diretos na fábrica e mais dois mil nos engenhos de cana.
Assim, após registrar safra inativa e ter entrado em recuperação judicial, a Estreliana voltará a moer em meados de setembro deste ano, estima a AFCP. “Não há outro caminho para a manutenção do setor dos pequenos e médios canavieiros, senão pelo cooperativismo democrático, transparente e profissional”, afirmou o presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima.
A previsão da Cooperativa Agroindustrial de Fornecedores de Cana (Cooafsul), responsável pela iniciativa, é de esmagar 500 mil toneladas de cana e produzir etanol já na safra 2020/2021.
Segundo a AFCP, a reabertura da usina Estreliana, que passa a se chamar Cooafsul, beneficiará a economia não só em Ribeirão, mas de toda a Mata Sul, em especial em Palmares, Gameleira, Escada, Joaquim Nabuco, Côrtes e outras cidades.
Esta será a terceira cooperativa desse modelo em Pernambuco, a exemplo da Coaf, que administra a antiga usina Cruangí, em Timbaúba, na Zona da Mata Norte, e Agrocan, cooperativa que, em 2014, reabriu e administra a antiga usina Pumaty, no município de Joaquim Nabuco, na Mata Sul.
Edilson Vieira