Usinas

Renuka do Brasil aprova novo plano de recuperação e segue querendo vender usina

Nova versão do documento prevê leilão da usina Revati; unidade já passou por certames em 2017 e 2018


novaCana.com - 18 mai 2020 - 09:20

Em recuperação judicial desde outubro de 2015, a Renuka do Brasil tem vivido uma série de atritos com seus principais credores. Segundo reportagem do Valor Econômico, a dívida atualizada da companhia, que controla duas usinas em São Paulo, é de R$ 3,2 bilhões.

Na última sexta-feira (15), em assembleia geral virtual, a companhia conseguiu aval para seguir em frente com um novo plano de recuperação judicial. O documento prevê a venda da usina Revati, localizada em Brejo Alegre (SP). A unidade já foi a leilão em 2017 e 2018, mas os certames foram suspensos ou não atraíram interessados.

Pelas regras aceitas pelos credores, a usina será novamente leiloada na forma de unidade produtiva isolada (UPI), sem passivos. De acordo com a reportagem do Valor, a Revati está avaliada em R$ 230 milhões e os interessados deverão oferecer pelo menos R$ 15 milhões em dinheiro. O valor deve garantir o pagamento imediato dos credores trabalhistas e de micro e pequena empresas.

Além disso, credores da Renuka poderão participar do leilão com a utilização de seus créditos. No passado, o fundo norte-americano Castlelake chegou a demonstrar interesse na unidade.

Conforme apuração do Valor, o novo plano de recuperação judicial foi aprovado pela maior parte dos créditos da companhia, em todas as classes. Entre os credores com garantia real, Bradesco, BB, BNDES e ING se posicionaram contra o texto. Ainda assim, o plano recebeu votos favoráveis de Itaú, Bank of America, Votorantim e dos produtores rurais e das cooperativas de crédito da região onde a empresa está instalada.

Em nota enviada ao Valor, a advogada Maria Fabiana Sant’Ana, do escritório PGLaw, que representa a Renuka no processo, afirma que o plano corrige problemas apontados no passado e apresenta uma “solução econômica factível”.

A expectativa dos credores é que o novo plano de recuperação judicial seja homologado nas próximas semanas.

novaCana.com
Com informações do Valor Econômico