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Raízen Energia inicia sua primeira consulta pública para o RenovaBio [atualizado]

Unidade Centroeste, em Jataí (GO), marca a estreia do grupo na disponibilização de informações para ingresso no programa


novaCana.com - 29 nov 2019 - 12:24 - Última atualização em: 02 dez 2019 - 07:14

Faltando um mês para o RenovaBio entrar em vigor, a Raízen Energia – o maior grupo sucroenergético do país, com 26 usinas em três estados – deve iniciar o processo de consulta pública de sua primeira unidade.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as informações da usina Centroeste, em Jataí (GO), ficarão disponíveis no site da firma inspetora Green Domus entre esta segunda-feira (2) e 2 de janeiro. Durante este intervalo, os dados poderão receber comentários.

Desta forma, a Raízen não terá nenhuma usina emitindo CBios quando o programa for lançado. Isso acontece porque, após a consulta pública, a firma inspetora deve elaborar um novo relatório e, se necessário, modificar a nota atribuída à unidade. Na sequência, esse documento é enviado para a ANP, que fará uma nova verificação das informações antes de aprovar a certificação.

Atualmente, apenas duas unidades de etanol já completaram o trâmite. São elas: a Vale do Paraná, do grupo Pantaleon, e a usina Boa Vista, da São Martinho. As usinas iniciaram suas consultas públicas em junho e agosto, respectivamente, mas tiveram a certificação aprovada pela ANP apenas em novembro. A expectativa é que, nos próximos meses, este processo se torne mais rápido dentro da agência.

Tarja preta

A princípio, o etanol hidratado da unidade Centroeste recebeu a nota de eficiência energético-ambiental 59,1 gCO2/MJ. Além disso, 97,6% do volume produzido pela usina foi considerável elegível para o programa.

Os interessados em compreender a nota e fazer comentários, no entanto, podem encontrar uma dificuldade: diversas informações da fase agrícola da companhia foram encobertas por uma tarja preta. Esta é a primeira vez que informações disponibilizadas para o RenovaBio são tratadas de forma confidencial.

Entre os dados que não foram disponibilizados para análise estão as dosagens de corretivos e de fertilizantes sintéticos, além da dosagem de vinhaça aplicada nos canaviais. De acordo com relatório disponibilizado pela Green Domus, os dados foram preenchidos de acordo com um sistema de controle interno da Raízen.

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