Estudo da Wiabiliza analisa o número de colaboradores necessário a cada um milhão de toneladas de cana e a remuneração destes trabalhadores, por área. Também traz a incidência de cargos nas áreas financeira, administrativa e de recursos humanos

novaCana.com 09 jun 2020 - 08:56

O setor sucroenergético está familiarizado com indicadores da saúde financeira e operacional das usinas, como moagem versus dívida, Ebitda por moagem ou faturamento líquido por moagem. Mas quantas pessoas são necessárias para moer uma tonelada de cana-de-açúcar? Ou ainda: quantos reais de salário são gastos para esmagar essa mesma tonelada?

Estes dois indicadores foram trazidos em uma pesquisa realizada pela consultoria empresarial Wiabiliza. Cruzando os dados, o novaCana calculou os salários em cada uma das três áreas analisadas: agrícola, industrial e administrativa. Além disso, o estudo apontou a incidência de diferentes níveis hierárquicos nos setores administrativo, de recursos humanos e financeiro das empresas do setor.

A consultoria coletou dados da safra 2018/19 referentes a 15 grupos sucroenergéticos, totalizando 33 usinas. Elas representam 18,49% da moagem do Centro-Sul na safra em questão, com 106 milhões de toneladas de cana. Do total, dez grupos estão localizados em São Paulo, três em Goiás e dois em Minas Gerais.

Dentro desta amostra, a área agrícola concentrou o maior número de pessoas por milhão de tonelada esmagada, bem como o maior gasto em salários por tonelada moída. Por outro lado, também é nela que se encontram os salários mais baixos por colaborador. Enquanto isso, a área administrativa apresenta o inverso: um menor número de colaboradores e, consequentemente, de gastos com folha de pagamento, porém os salários são mais elevados.

O estudo também aponta que o grupo formado pelas usinas com a estrutura mais eficiente precisa de menos de 300 funcionários para moer um milhão de toneladas de cana. Já o conjunto das usinas menos eficientes necessita de mais de 500 pessoas para realizar o mesmo trabalho.

Em relação ao montante gasto em salários por tonelada de cana moída, levando em conta as mesmas áreas, as usinas mais econômicas gastaram menos de R$ 9,65 por tonelada. Já as menos econômicas gastaram mais de R$ 16,60/t com a folha de pagamento.

Assim, as unidades mais eficientes em ambos os aspectos teriam gasto menos de R$ 77.042,37 em um mês com sua folha de pagamento. Já as menos eficazes, teriam despesas acima de R$ 75.048,88.

Confira, na versão para assinantes, análises e gráficos quanto aos cargos, quantidade de pessoal, remuneração e níveis hierárquicos analisados no estudo.


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