Usinas

Com mais usinas à venda que interessados, consolidação do setor está em xeque

Setor vive bom momento de preços e há companhias aptas para crescer, mas análise dos investimentos ainda desestimula interessados em adquirir unidades


novaCana.com - 19 nov 2020 - 09:04

Com um elevado número de companhias em recuperação judicial, o setor de açúcar e etanol tem visto, nos últimos anos, uma crescente disponibilidade de usinas para vender. Ao mesmo tempo, a oferta parece ser maior que a procura, frustrando credores e prejudicando as negociações.

Por ter uma das maiores carteiras de investimentos no setor sucroenergético, o Itaú BBA está entre os principais credores em uma série de processos de recuperação judicial. Segundo o diretor de agronegócios do banco, Pedro Fernandes, a venda de unidades costuma ser a melhor opção para recompor as finanças de companhias que não dispõem de uma oferta de cana-de-açúcar considerada adequada.

“O fator determinante para a capacidade de pagamento de uma usina é a disponibilidade de cana”, declara. De acordo com ele, grupos que enfrentam dificuldades tendem a reduzir investimentos no campo, o que é prejudicial para as finanças, já que diminui a capacidade operacional das unidades. “Então, mais do que ser uma escolha entre muitas, a venda das usinas acaba sendo a única saída para que a companhia disponha de cana”.

Por sua vez, o sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Figliolino, argumenta que a compra da unidade de um grupo em recuperação judicial envolve algumas vantagens. A principal delas é a ausência de passivos.

“Quando você adquire uma unidade produtora independente (UPI), você elimina quase a totalidade dos riscos de contingência. Um resquício sempre existe, mas a usina teoricamente vem sem passivos”, afirma e completa: “É isso que anima alguns grupos, porque existe uma segurança jurídica maior”.

Já o sócio-fundador da FG/A, Juliano Merlotto, afirma que atualmente não enxerga uma tendência de consolidação do setor – o movimento, aliás, pode demorar ou até mesmo não acontecer. “Temos visto apenas a aquisição de ativos estressados”, aponta.

Ainda segundo ele, as sucroenergéticas têm priorizado o “crescimento dentro de casa”, especialmente depois de enfrentar sucessivos momentos de instabilidade: “O setor amadureceu demais depois das últimas crises”, completa.

No texto completo (exclusivo para assinantes), leia um panorama atual e as perspectivas dos analistas sobre fusões e aquisições no setor de açúcar e etanol. E mais:

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- Influências do capital externo no setor
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