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Após insucesso de primeiro leilão, Usina Floralco está à venda por 50% do valor inicial

O novo leilão será em 5 de agosto, com duas praças ocorrendo no mesmo dia; na segunda, o lance mínimo corresponde à metade do valor de avaliação

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A Usina Floralco, pertencente às massas falidas da Floralco Açúcar e Álcool e da GAM Empreendimentos e Participações, terá um segundo leilão em agosto – no primeiro, a unidade não recebeu lances. A situação contrariou a visão da Teza Leilões, empresa realizadora do certame, que afirmava haver companhias interessadas na aquisição da usina durante a segunda fase do leilão, quando haveria um desconto de 30% em relação ao valor de avaliação.

Nesta nova tentativa de venda, a data limite – tanto para a primeira quanto para a segunda praça – é dia 5 de agosto às 14h e às 15h, respectivamente. Os valores mínimos, por sua vez, são de R$ 63,59 milhões e R$ 52,99 milhões. Neste caso, a usina estará à venda pela metade do valor de avaliação, R$ 105,9 milhões.

Segundo o leiloeiro oficial da Teza Leilões, Erick Teles, será possível apenas a compra conjunta dos bens – imóveis e terras – em ambas as praças. “Se não tiver lance nesses dois leilões, faremos um terceiro, no dia seguinte, às 15h, também por 50% do valor de avaliação. Só que aí será possível comprar desmembrado a usina das terras”, explica.

Leia mais:

- Motivações para a realização de duas praças na mesma data
- Mudanças nos critérios para interessados em dar lances
- Características principais dos ativos que fazem parte do leilão

A Usina Floralco, pertencente às massas falidas da Floralco Açúcar e Álcool e da GAM Empreendimentos e Participações, terá um segundo leilão em agosto – no primeiro, a unidade não recebeu lances. A situação contrariou a visão da Teza Leilões, empresa realizadora do certame, que afirmava haver companhias interessadas na aquisição da usina durante a segunda fase do leilão, quando haveria um desconto de 30% em relação ao valor de avaliação.

Nesta nova tentativa de venda, a data limite – tanto para a primeira quanto para a segunda praça – é dia 5 de agosto às 14h e às 15h, respectivamente. Os valores mínimos, por sua vez, são de R$ 63,59 milhões e R$ 52,99 milhões. Neste caso, a usina estará à venda pela metade do valor de avaliação, R$ 105,9 milhões.

Segundo o leiloeiro oficial da Teza Leilões, Erick Teles, será possível apenas a compra conjunta dos bens – imóveis e terras – em ambas as praças. “Se não tiver lance nesses dois leilões, faremos um terceiro, no dia seguinte, às 15h, também por 50% do valor de avaliação. Só que aí será possível comprar desmembrando a usina das terras”, explica.

O objetivo das duas praças com novas tentativas de venda casada é a busca pela reativação da unidade, a fim de gerar empregos, riqueza e recolhimento de impostos na região. “Vamos tentar fazer com que ela seja reativada para cumprir sua função social. Só que isso não é uma obrigação, assim como no outro leilão; nós apenas reunimos as condições para quem quiser reativar”, explica Teles.

Além disso, há outro motivo para as datas do leilão serem tão próximas. A juíza responsável pelo processo sairá da comarca em 9 de agosto e, por isso, o objetivo é concluir as vendas com agilidade, para que ela não se estenda ao próximo profissional. Teles relata que o novo juiz, ao entrar, poderia parar o processo para conhecer e se inteirar, talvez mudando a sistemática do leilão.

Dessa forma, não há uma perspectiva inicial de que ocorrerá um novo leilão, com preço menor. “Pode ser que o próximo juiz queira, por exemplo, aumentar o valor do imóvel”, alerta Teles.

Outro ponto é a crença, por parte do leiloeiro, de que o processo de venda foi bastante divulgado: “Acreditamos que todos os interessados já estão na mesa de negociação. Dificilmente aparecerá alguém novo, exceto para compra fracionada. Aí terá muita gente nova entrando”.

Na primeira tentativa de arrematação, ocorrida em 30 de maio, a Usina Floralco estava disponível pelo valor integral da avaliação. Na segunda etapa do mesmo leilão, finalizada em 16 de junho, o desconto era de 30%, com o lance mínimo caindo para R$ 74,13 milhões. Apesar da redução, nenhuma oferta foi realizada.

Habilitação para dar lance

Outra mudança em relação ao primeiro leilão da Floralco é a habilitação. Apesar de antes haver uma análise do perfil dos interessados, agora os critérios são mais objetivos e estão previstos em edital.

Os possíveis compradores deverão comprovar a capacidade financeira para tornar o processo mais seguro e livre de fraudes. Uma possibilidade é por meio da comprovação do capital social integralizado ou de um patrimônio imobiliário com valor compatível ao de avaliação dos imóveis.

Além disso, existem mais duas possibilidades: uma fiança bancária no valor de 50% da avaliação dos bens ou um depósito caução no valor de 20% da avaliação. “Estas quatro modalidades não eram obrigatórias no edital anterior, mas agora constam”, conclui Teles.

O que está sendo vendido

Além da unidade, o leilão inclui 24 propriedades rurais, totalizando 3,03 mil hectares; cerca de 80% do total, 2,47 mil hectares, é de canavial. As fazendas estão localizadas em Flórida Paulista, Irapuru, Pacaembu e Dracena, todos municípios paulistas.

Separadamente, a avaliação inicial da usina foi de R$ 35 milhões, enquanto as terras foram avaliadas em R$ 70 milhões. Uma parcela das propriedades, no entanto, possui problemas documentais.

O processo será conduzido pelos leiloeiros Alfio Carlos Affonso Zalli Neto e Osvaldo Seoanes, e será realizado exclusivamente de forma eletrônica por meio do portal da Teza Leilões.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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