Usinas

Grupo Diné aprova plano de recuperação judicial e renegocia dívida de R$ 4 bilhões

Credores aceitaram proposta da sucroenergética que prevê descontos de até 80%


NovaCana - 14 jan 2022 - 10:23

Embora o grupo Diné esteja em recuperação judicial desde junho de 2020, seus credores aprovaram o plano de recuperação apenas ontem, 13. O documento ainda precisa ser homologado pela justiça para entrar em vigor.

O conglomerado – que envolve 18 empresas, incluindo as usinas Santa Rita, em Santa Rita do Passa-Quatro (SP), e Maringá, em Araraquara (SP) – propôs descontos de até 80% durante a renegociação de uma dívida de cerca de R$ 4 bilhões. O grupo também estabeleceu o prazo de 20 anos para liquidar os débitos.

Segundo apuração do Money Times, cada produtor de cana deverá receber, à vista, R$ 18 mil. Em entrevista ao portal de notícias, o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Araraquara (Canasol), Luís Henrique Scabello de Oliveira, disse que o acordo representou uma “enorme decepção para quem entregou sua produção e não recebeu”. A Diné possui uma dívida de R$ 16 milhões com os fornecedores de cana representados pela entidade.

Conforme reportagem do Valor Econômico, o plano de recuperação ainda prevê um repasse à União com o objetivo de quitar dívidas tributárias. O percentual do faturamento a ser destinado, entretanto, deve ser fixado pelo juiz e está condicionado à liberação de bens penhorados.

“Após a aprovação, o juiz poderá ordenar a substituição das penhoras de bens realizadas por penhora do faturamento, tão logo liquidados os créditos que têm privilégio legal”, disse o advogado do escritório RSSA, Ricardo Siqueira, em entrevista ao Valor.

Atualmente, a usina Maringá está desativada e a Santa Rita atua com mais de 50% de capacidade ociosa, moendo menos de 1 milhão de toneladas de cana por safra.

NovaCana
Com informações do Valor Econômico e do Money Times


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail



x