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Fundo que adquiriu a Atvos não pretende renunciar ao controle da empresa


novaCana.com - 14 mai 2020 - 14:18

Dez dias depois de confirmar a aquisição de ações que o transformou em controlador da Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial), o fundo americano Lone Star reforçou que não pretende abrir mão do controle da sucroenergética.

Em nota enviada hoje (14) à imprensa, o Lone Star afirmou que pretende exercer seu controle sobre a companhia para que haja um plano de recuperação “que resolva os problemas” da empresa. Em conjunto com a gestora Castlelake, o fundo alega que não está disposto a aceitar o atual plano de recuperação judicial da Atvos.

O documento, apresentado aos credores em abril, deveria ter sido votado na última sexta-feira (8). Entretanto, as tensões provocadas pela recente aquisição da sucroenergética fizeram com que a assembleia fosse adiada para a próxima terça-feira (19).

Lone Star e Castlelake, porém, argumentam que o plano “deixa a Atvos com muito mais dívidas do que a empresa é capaz de pagar”. Por conta disso, as duas investidoras alegam que “vêm oferecendo diversas propostas alternativas”, incluindo a conversão de seus créditos, de US$ 250 milhões, em participação societária. Elas também esperam investir “um expressivo capital adicional” nas operações da Atvos.

Já de acordo com a proposta atual, elaborada pela Atvos, a dívida financeira de quase R$ 12 bilhões seria reduzida para R$ 6 bilhões com a venda do controle da companhia. A outra metade dos débitos seria transformada em debêntures com direito à participação nos lucros.

O controle da Atvos, entretanto, passou para as mãos do Lone Star por um valor bastante inferior: US$ 5 milhões. Para o movimento, o fundo comprou 50,1% das ações da Atvos, que estavam em garantia com a Natixis, credora da Odebrecht no Peru. A operação não envolveu os créditos de US$ 220 milhões que a empresa tem a receber, somente as ações.

Por sua vez, o grupo Odebrecht se recusa a transferir oficialmente o controle da Atvos e entrou com pedido de arbitragem no Centro de Arbitragem e Mediação Brasil-Canadá (CAM-CCBC). O argumento é que a Natixis teria violado o contrato estabelecido em 2017.

novaCana.com
Com informações de Valor Econômico, Exame e O Estado de São Paulo


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