Usinas

ANP autoriza usina pernambucana a voltar a operar


NovaCana - 04 nov 2015 - 10:19 - Última atualização em: 05 nov 2015 - 16:49

Após passar quatro anos fechada, a Usina Cruangi, em Timbaúba (PE), recomeçou a moer cana-de-açúcar em setembro deste ano. Na última sexta-feira (30) unidade recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a produção de etanol hidratado e anidro.

A reativação se tornou possível por meio da união dos antigos fornecedores de cana, organizados na Cooperativa do Agronegócio dos Associados da Associação dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar – COAF. É a entidade que assume a responsabilidade legal pela usina.

A capacidade da usina é de 330 mil de litros diários de etanol hidratado e 190 mil litros diários de etanol anidro. A princípio, a previsão da usina é faturar R$ 50 milhões na safra 2015/16, que começou em setembro na região nordeste.

O estado das usinas reativadas

Em Pernambuco as sucroalcooleiras estão voltando à vida, uma movimentação que ainda não ganhou muita força nas usinas de outras regiões do país. No ano passado, a usina Pumaty, em Joaquim Nabuco, foi a primeira a voltar a funcionar por meio da Cooperativa do Agronegócio da Cana-de-Açúcar (Agrocan).

Na última safra (2014/15), a Pumaty moeu 513 mil toneladas e faturou R$ 50 milhões. De acordo com informações do governo do Estado, as receitas da Pumaty e da Cruangi, se somadas, representarão uma injeção anual de R$ 100 milhões na economia da região.

Além disso, também foi reaberta a Usina Pedroza, situada no município de Cortês. A expectativa é esmagar cerca de 300 mil toneladas de cana este ano. A reabertura do parque fabril, que não operou em 2014, visa receber a cana dos produtores dos municípios de Ribeirão, Primavera, Catende e parte de Palmares. Nesse caso, o modelo usado para reativar a usina foi o arrendamento mercantil entre o Grupo Farias (antigo controlador) e o Grupo Gerson Carneiro Leão.

Correção - 05/11/2015, às 16h48

O texto original informava equivocadamente que o Grupo Farias, antigo controlador da Usina Pedroza, estava em recuperação judicial, quando, na realidade, a companhia opera normalmente. O único ano em que as atividades da Usina Pedroza estiveram paralisadas foi em 2014. A matéria foi atualizadas para refletir as correções.

Renata Bossle – novaCana.com


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