BASF
Usinas

EPE projeta 117 novas usinas até 2050 e moagem acima de 1 bilhão de toneladas de cana

Relatório prevê a entrada de 37 usinas de etanol de primeira geração e 80 de segunda geração em 31 anos. Capacidade de moagem das unidades já existentes aumentaria em 188 milhões de toneladas


novaCana.com - 21 fev 2019 - 09:13 - Última atualização em: 25 fev 2019 - 11:50

Planejar é preciso. E projetar o crescimento para a próxima década é uma das funções do governo. Porém, desta vez, a Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), foi mais longe: enquanto as estimativas anteriores do órgão em relação ao setor de etanol iam até 2030, um novo relatório avança o horizonte até 2050.

Entre as projeções estão uma taxa de crescimento constante de novas usinas e uma moagem final acima de um bilhão de toneladas – desde que sejam feitos investimentos na expansão da capacidade já instalada. A análise, que esteve disponível para comentários até domingo (17), é um dos documentos disponibilizados pela EPE como parte das referências para o Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050).

O que a pesquisa identificou, por meio de um levantamento feito entre agentes de financiamento público, foi a entrada de duas novas unidades até 2021. Além disso, a partir de 2022, a EPE enxerga um novo ciclo de expansão, mesmo que moderado, para o setor sucroenergético, com incentivos do governo e investimentos feitos pelas próprias companhias.

“As fusões e aquisições que já vêm ocorrendo, simultaneamente à internacionalização do setor sucroenergético, tendem a deixá-lo mais robusto e resistente às variações do mercado”, afirma a EPE, que completa: “Essa menor vulnerabilidade deve diminuir o custo de capital e facilitar os empréstimos e financiamentos a médio e longo prazos”.

Com isso, é projetada a entrada de 37 unidades de etanol de primeira geração até 2050, considerando reativações e fechamentos, além de novas 80 de segunda geração. Por sua vez, a capacidade de moagem das usinas já existentes deverá aumentar em 188 milhões de toneladas de cana, considerando as ampliações já planejadas.

O documento também considera os efeitos do RenovaBio no setor. O programa é citado como uma “hipótese de recuperação da competitividade do etanol” em um cenário com novas unidades de primeira geração, seja de cana ou de milho, além das de segunda geração.

Confira, na versão completa:

- Histórico e projeção ano a ano para a abertura de novas usinas até 2050
- Projeção da produtividade e da qualidade da cana até 2050
- Papel do manejo, das novas variedades e da mecanização
- Perspectivas de redução de custos agrícolas e industriais
- Projeção da produção de açúcar em 2050 e da participação nacional no mercado global

exclusivo assinantes

O texto completo desta página
está disponível apenas aos assinantes do site

veja como é fácil e rápido assinar

ou