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Dow planeja expansão no mercado brasileiro para aproveitar etanol

Usina Santa Vitória já produz 143 milhões de litros de etanol hidratado


O Globo - 18 ago 2016 - 08:18 - Última atualização em: 19 ago 2016 - 10:28

A Dow, gigante do setor químico, pretende elevar os investimentos no Brasil de olho na retomada da economia brasileira a partir de 2017. O presidente da companhia para toda a América Latina, Fabian Gil, destaca que, após a usina de produção de etanol ter ficado pronta em 2015 em Santa Vitória, em Minas Gerais, a empresa está analisando alternativas para usar a matéria-prima. Em Minas, a usina produz 143 milhões de litros de etanol hidratado.

“Estamos estudando qual é a melhor forma para utilizar esse etanol. É um projeto que terá uma nova etapa”, disse Gil, que não quis antecipar em qual cidade pode instalar essa nova unidade. “Os investimentos são de longo prazo. O desafio é manter o foco. O consumo per capita de plástico na Europa é de 30 quilos. No Brasil, esse número varia entre oito e dez. Isso já dá uma ideia do potencial”.

Em processo de integração com a DuPont em todo o mundo, a Dow também comprou no fim do ano passado a outra metade da Dow Corning (que fabrica silício para indústrias aeroespacial, automotiva e elétrica) que até então era uma joint venture e hoje passou a ser uma divisão da companhia.

“Nos juntamos para crescer. São mercados que se complementam. Temos um grande planejamento de lançamentos. Na crise, tecnologias novas se destacam. E são tecnologias focadas no custo-benefício”, afirma.

Na agenda de novas tecnologias, há exemplos nos mais variados setores. Ele cita que é no Brasil que começou a ser implantado um programa de segurança alimentar, com o uso maior de reciclagem e de novas embalagens. No transporte, estão sendo criadas novas tecnologias para melhorar a eficiência no transporte com o isolamento térmico. No segmento de infraestrutura, o executivo cita o uso de tintas feitas a base de água sem solventes, que requer menor manutenção. Foram essas tintas que foram usadas para delimitar as faixas olímpicas no Rio de Janeiro.

“No segmento automobilístico, por exemplo, estamos com uma nova tecnologia que usa cola adesiva para juntar metais em vez de solda. Além disso, essa mudança aumenta a segurança, pois distribui a força de forma unânime. Estamos conversando com as montadoras”, disse ele.

Após o investimento feito na Argentina, em parceria com a YPF, para desenvolver as áreas de gás não convencional (shale gas), a companhia não pretende investir no setor de exploração e produção de gás no Brasil, apesar dos leilões recentes promovidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

“Na Argentina, vamos usar o gás para a indústria. E muito desse gás virá para o Brasil. Não vou falar que não estamos pensando em projetos de gás no Brasil até porque você sempre tem que estar olhando. No Brasil há alguns pontos como a reforma tributária. O custo de fazer negócios tem que melhorar”, destacou ele.

Bruno Rosa


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