Usinas

Cotrijal investe R$ 300 milhões em etanol de grãos no Rio Grande do Sul


Argus Media - 02 set 2022 - 08:26

A cooperativa gaúcha Cotrijal pretende investir R$ 300 milhões no desenvolvimento de uma usina de etanol no Rio Grande do Sul, expandindo seu portfólio de negócios para a produção de biocombustíveis. A cooperativa planeja implantar a nova usina no município de Não-Me-Toque, onde já produz rações animais, grãos e defensivos agrícolas.

A construção da usina está prevista para começar no primeiro trimestre de 2023, com entrada em operação prevista para o fim de 2024, segundo o acordo firmado com o governo gaúcho. Com a unidade em capacidade total, a empresa espera uma produção de 70 milhões de litros de etanol por ano.

Uma vez que a região não oferece boas condições para o plantio e cultivo da cana-de-açúcar, a produção do biocombustível utilizará outras matérias-primas de inverno, como trigo e triticale. O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, também considera a produção de etanol à base de milho no verão.

O Rio Grande do Sul possui um déficit estrutural de etanol: mesmo com a produção local, é necessário comprar o biocombustível de estados vizinhos – especialmente São Paulo e Mato Grosso do Sul – para atender à demanda.

“Esse empreendimento, além de gerar emprego, renda e desenvolvimento na região, também contribui para diminuir a dependência gaúcha da produção de etanol de outros estados”, disse o governador do estado, Ranolfo Vieira Júnior.

O projeto de etanol é o terceiro anunciado no Rio Grande do Sul em 2022. A produtora de biodiesel BSBios pretende investir R$ 556 milhões na instalação de uma planta de 220 milhões de litros anuais em Passo Fundo, enquanto a CB Bioenergia aposta em uma usina de 10 milhões de litros em Santiago, estimada em R$ 75 milhões.

O crescente investimento em biocombustíveis no Rio Grande do Sul está diretamente relacionado ao programa Pró-Etanol, lei promovida pelo governo estadual em 2021 para apoiar o desenvolvimento da produção regional de etanol.

Triticale, aveia branca, cevada, centeio e até mesmo trigo de menor qualidade são algumas das possibilidades para compor o leque de matérias-primas para etanol. Sorgo granífero, arroz gigante e batata-doce também são opções consideradas por pesquisadores brasileiros.

Vinicius Damazio


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