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E a consolidação das sucroenergéticas? Consultores analisam a compra de usinas

Relação entre o mercado de capitais e as aquisições, pontos positivos e negativos para as sucroenergéticas e saída de capital estrangeiro são alguns dos temas analisados pelos especialistas


NovaCana - 21 jul 2022 - 10:14

Na temporada 2021/22, as usinas do Centro-Sul moeram 523,11 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Deste volume, a empresa que foi responsável pela maior parcela foi a Raízen, com 75,9 milhões de toneladas, seguida pela BP Bunge que concentrou 24 milhões de toneladas – menos de um terço da campeã. Logo após vieram Atvos (22,5 mi t), São Martinho (19,9 mi t) e Lincoln Junqueira (16,4 mi t).

As informações, compiladas pela consultoria FG/A, mostram que os cinco principais grupos moeram 30,2% do total esmagado na temporada e os dez principais grupos, 42,4% do volume total. As fatias foram semelhantes às do ciclo 2020/21.

Com base nisso, apesar de o sócio-fundador da FG/A, Juliano Merlotto, enxergar um movimento em direção à consolidação no setor, ele acredita que uma concentração está longe de acontecer. “Precisaria de muito capital e força de gestão para que fosse um setor concentrado como outros, mesmo na agroindústria”, esclarece.

Para ele, a compra da Biosev pela Raízen já foi um passo em direção à consolidação, com os dez maiores grupos saindo de uma parcela de moagem de 39% para 42%. “É um crescimento”, pondera. Ainda assim, Merlotto reforça seu argumento ao afirmar que a segunda maior empresa – a BP Bunge – não tem 5% de participação na produção total de cana no Centro-Sul, evidenciando uma fragmentação.

O sócio da FG/A ressalta que o frete é muito importante no setor sucroenergético, não sendo possível ter plantas com escala muito grandes do ponto de vista logístico. “Começa a ter uma ‘deseconomia’ de escala a partir dos 5 ou 6 milhões de toneladas; é preciso buscar cana muito longe ou brigar com algum vizinho”, destaca.

Além disso, Merlotto acrescenta que as empresas familiares, que operam usinas de porte pequeno ou médio, estão indo bem operacionalmente. “Tem um grupo de 30 a 40 [empresas] que não está parado. Elas vão crescer e, talvez, mais rápido do que os maiores, pois é mais fácil. A Jalles Machado é um exemplo”, completa.

Ele visualiza que estas boas sucroenergéticas podem fazer cogeração e serem competitivas, cuidando dos canaviais até melhor que os grandes grupos e possuindo eficiência industrial e agrícola. Além disso, são empresas que agradam os bancos e tem acesso facilitado a recursos, como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) de pequenos investidores, por exemplo.


Esta é a segunda – e última – parte de um conteúdo sobre fusões e aquisições produzido pelo NovaCana. A reportagem trará análises sobre a relação entre o mercado de capitais e as aquisições, pontos de atenção na hora de fazer uma compra de ativo, fatores favoráveis e desfavoráveis para o setor sucroenergético, a saída de capital estrangeiro e o potencial do RenovaBio na capitalização das usinas.

Na semana passada, a primeira parte abordou os detalhes das últimas transações realizadas e a perspectiva de FG/A, Íntegra, MBAgro, Raízen, Melhoramentos e Pedra Agroindustrial para este mercado.


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