Usinas

Coamo vai investir R$ 81 milhões em fábrica de ração; etanol de milho está no radar

Para os próximos anos, plano de investimentos da Coamo inclui uma usina de etanol e farelo de milho


Governo do Paraná - 12 mai 2021 - 07:31
Governo do Paraná estudará uma alternativa para que a cooperativa possa usar no atual projeto uma parte do crédito que possui de ICMS

O governo paranaense e a Coamo Agroindustrial anunciaram que pretendem ampliar a parceria institucional nos próximos meses. A cooperativa vai iniciar ainda neste ano a construção de uma fábrica de ração animal nas proximidades do atual parque industrial, em Campo Mourão, na região centro-oeste do estado.

O investimento será de R$ 81 milhões, com a geração inicial de 68 empregos diretos e outros 100 indiretos. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e por diretores da Coamo durante reunião nesta terça-feira, 11, no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

De acordo com nota divulgada pelo governo do estado, a Secretaria da Fazenda vai estudar uma alternativa viável para que a cooperativa possa usar no projeto parte do crédito que possui de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) relacionado a diferimento e exportação.

O presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari destacou que o projeto da fábrica de ração nasceu para aumentar a renda dos associados com a industrialização do milho, algo inédito nos mais de 50 anos da cooperativa. A estimativa, destacou ele, é produzir 158 mil toneladas de ração quando a planta de 10 mil metros quadrados atingir a capacidade máxima, prevista para ocorrer em até três anos.

“Ano passado produzimos mais de 50 milhões de sacas de milho, o nosso segundo principal item (atrás apenas da soja). A indústria vai nos permitir agregar valor. Em vez de arrecadar R$ 152 milhões com a venda do milho, passamos a faturar R$ 280 milhões ao vender a ração. Dinheiro a mais que vai para o cooperado. Podemos remunerá-los melhor”, afirmou.

Ele ainda afirmou que a planta para a fabricação de ração em Campo Mourão é apenas parte dos investimentos previstos pela cooperativa para o Paraná em 2021. O planejamento prevê ações de R$ 425 milhões, pouco superior aos R$ 414 milhões aplicados pela Coamo no ano passado.

Galinari ainda citou a expansão do terminal privado da cooperativa no Porto de Paranaguá, com investimento de R$ 200 milhões. O aporte compreende a ampliação da capacidade estática de armazenagem de grãos para 87,1 mil toneladas e do volume de embarque para 4 mil toneladas por hora. Os investimentos contemplam obras civis, máquinas e equipamentos, montagens e instalações. A inauguração deve ocorrer em agosto.

Ainda de acordo com ele, também está no plano de investimentos da Coamo a construção de uma indústria para produção de etanol e farelo de milho, além da ampliação da capacidade dos moinhos de trigo da cooperativa.


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