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Assembleia de credores da Atvos é adiada para 19 de maio

Sucroenergética pretendia aprovar seu plano de recuperação judicial na última sexta-feira (8), mas compra da empresa pelo fundo Lone Star atrapalhou os planos


novaCana.com - 11 mai 2020 - 08:20 - Última atualização em: 11 mai 2020 - 10:46

Conforme já era esperado pelo mercado, os credores da Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial) optaram por suspender a assembleia prevista para a última sexta-feira (8). Um novo encontro deve ocorrer em 19 de maio.

Segundo apuração realizada pelo Valor Econômico, a proposta foi apresentada pelo atual advogado da Atvos, Eduardo Munhoz, e teve apoio dos principais credores financeiros da companhia, incluindo o fundo americano Lone Star.

Questionado pela reportagem sobre a possibilidade de a Atvos apresentar um novo plano de recuperação, Munhoz afirmou que a companhia “não pode sequer afirmar isso”. De acordo com ele, porém, o atual plano pode sofrer modificações.

Munhoz também afirmou que a Atvos “tem confiança” de que poderá manter as atividades até 19 maio. Em assembleias anteriores, a empresa havia demonstrado pressa na aprovação do plano, argumentando que demoras poderiam prejudicar as operações da companhia.

Ainda conforme o Valor Econômico, a Atvos havia informado os credores que havia postergado de abril para maio o pagamento de cerca de R$ 40 milhões a fornecedores, diante de dificuldades de caixa agravadas pela pandemia.

Mudanças em questionamento

Há uma semana, o fundo Lone Star anunciou a assinatura de um contrato de compra e venda de ações com o banco Natixis e se tornou controlador da Atvos. A operação movimentou cerca de US$ 5 milhões, um valor considerado baixo pela sucroenergética.

Poucos dias depois, o movimento foi contestado judicialmente pela Atvos. No pedido de arbitragem, a Atvos afirma que a Natixis já havia solicitado “cooperação” com o processo de venda das ações da empresa. Além disso, o processo de recuperação judicial faria com que a venda de ações esteja “sujeita a leis e outras limitações, sendo necessário discutir e entender melhor as visões e as intenções do grupo”.

De acordo com reportagem do Valor, o advogado do Lone Star, Ivo Waisberg, disse durante a assembleia que o fundo, “na condição de controlador, não reconhece nenhum tipo de ato que seja feito sem a sua anuência”, e que não reconhece a legitimidade da atual representação jurídica da Atvos.

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Com informações do Valor Econômico