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Usinas

[Entrevista] Advogados acreditam que novas vendas de usinas devem ocorrer em breve

Ao novaCana, Domicio dos Santos Neto e Vitor dos Santos Henriques falam sobre o cenário de acesso ao crédito e o momento do setor sucroenergético, das relações entre usinas e credores às possibilidades de venda de unidades


novaCana.com - 10 out 2019 - 10:13
“Recuperação judicial é uma solução, mas não é a primeira solução”, Domicio dos Santos Neto (Santos Neto Advogados)

A história do advogado Domicio dos Santos Neto com o setor sucroenergético começou junto a uma nova fase para as usinas. O Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) e seu controle de preços haviam terminado e o mercado começava a encarar novas oportunidades. Na época, Santos Neto trabalhava no banco francês Sogeral, atual Société Générale.

“Em 1995, logo depois que o mercado abriu, quem fez a primeira operação de financiamento de exportação de açúcar foi o banco, com o Glencore e uma usina chamada Santa Elis – e eu tive a oportunidade de participar dessa operação”, relata.

Um ano depois, os primeiros clientes de seu escritório recém-criado eram tradings e companhias cujos executivos haviam acompanhado a operação atentamente. “O escritório nasceu, efetivamente, com um pé no açúcar e no álcool por razão das operações de exportação e, desde então, a gente foca bastante no agro. Hoje, a gente lida com outras commodities, tanto soft como hard, mas o DNA vem do setor sucroenergético”, explica.

Com o passar dos anos, o Santos Neto Advogados mudou de nome e ampliou seu escopo, atendendo principalmente às necessidades de bancos, tradings e fundos que fazem operações com as usinas. Além disso, as próprias sucroenergéticas se tornaram clientes, seja em momentos de reestruturação de dívida, pedidos de recuperação judicial ou em processos de vendas de unidades.

Atualmente, o escritório atua em cinco processos de fusão e aquisição, cujos nomes não foram revelados por questões de confidencialidade.

Domicio dos Santos Neto e um de seus sócios, Vitor dos Santos Henriques, conversaram com o novaCana sobre este mercado, perspectivas de venda de usinas, avaliação de unidades e a delicada relação entre empresas e seus credores, além de comentarem sobre os atuais casos de usinas em recuperação judicial.


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