Usinas

Adecoagro suspende contratos em usinas de MS a partir desta segunda-feira

Unidades no Mato Grosso do Sul, em Ivinhema e Angélica, comunicaram aos colaboradores que houve suspensão de contratos


Nova News (MS) - 20 abr 2020 - 08:50 - Última atualização em: 20 abr 2020 - 10:58

Atualização (20/04, às 11h): O novaCana conversou com representantes da Adecoagro, que esclareceram que não houve paralisação de atividades nas usinas do grupo. Além disso, os colaboradores da unidade em Monte Belo (MG) não serão afetados pela medida em um primeiro momento. O texto abaixo foi alterado para incluir estas informações.

A Adecoagro, com unidades sul-mato-grossenses em Ivinhema e Angélica, suspendeu a partir de hoje (20), de forma temporária, os contratos de trabalho de uma parcela de seus colaboradores. Segundo a companhia, um número relativamente pequeno do quadro de funcionários foi afetado pela decisão e não haverá paralisação das atividades nas usinas.

Além disso, a unidade da Adecoragro localizada em Monte Belo (MG) não teve qualquer suspensão de contratos até o momento. A unidade também segue em atividade normalmente.

Por meio de comunicado oficial da empresa aos seus empregados, a companhia destaca que a decisão foi tomada devido à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, causador da doença Covid-19. A medida de suspender temporariamente os contratos de trabalho está prevista na medida provisória 936 e foi tomada para evitar demissões.

A empresa alega que, diante da crise gerada pela pandemia, já foram tomadas diversas providências, como a substituição de serviços terceirizados por mão de obra própria, suspensão de investimentos, além de mudanças operacionais em suas usinas, especialmente em Mato Grosso do Sul.

O comunicado oficial é destinado a todos os colaboradores da empresa no Mato Grosso do Sul, sendo que, nas usinas de Ivinhema e Angélica, foram realizadas negociações de benefícios com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Açúcar e Álcool de Nova Andradina (Stifana).

O prazo máximo para suspensão do contrato de trabalho é 60 dias. Durante este período, a Adecoagro pagará 30% do salário nominal (base) do colaborador a título de ajuda compensatória e o governo pagará o equivalente a 70% do seguro desemprego a que o colaborador teria direito. A parcela do governo será creditada 30 dias após o início da suspensão do contrato, na mesma conta em que o colaborador recebe o pagamento da empresa.

Os colaboradores que terão seu contrato de trabalho suspenso receberão uma notificação formal com 48 horas de antecedência à vigência da suspensão. O gestor será responsável pela comunicação ao colaborador. A Adecoagro notificará o Ministério da Economia sobre a medida para que tome as providências sobre a liberação de parte do seguro desemprego.

Nestes dois meses, o colaborador tem direito a todos os benefícios, porém, nenhum desconto poderá ser realizado; eles serão executados no retorno ao trabalho e de forma parcelada. No retorno, após o período de suspensão, o colaborador tem garantia do trabalho pelo mesmo período acordado para a suspensão do contrato, ou seja, se teve a suspensão pelo tempo limite de dois meses, terá 60 dias de estabilidade ao retornar às suas atividades laborais.

A legislação vigente determina que este período de suspensão do contrato de trabalho não deve ser computado para cálculo de férias e 13º salário. Porém, como resultado da negociação do acordo coletivo com o sindicato, decidiu-se que estes meses de suspensão não impactarão negativamente na apuração destas verbas trabalhistas.

A Adecoagro existe desde 2002 e, atualmente, possui vários ramos de atuação no Brasil, na Argentina e no Uruguai. A empresa trabalha com a produção de açúcar, etanol, energia, leite e grãos.

Acácio Gomes
Com informações adicionais Ivi Agora e novaCana.com