Tecnologia

Associação de produtores de cana da Paraíba usa blockchain para emitir selo de qualidade


CoinTelegraph - 13 jan 2021 - 08:50

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em parceria com a Associação Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Direito (Ciped), está certificando as plantações de cana-de-açúcar da Paraíba por meio da tecnologia blockchain.

Dessa forma, por meio do selo ProAR 2030, a Asplan é a primeira associação em nível nacional a ter um certificado em blockchain para determinar a sustentabilidade da produção e permitir aos produtores o recebimento dos créditos de carbono, a partir da adoção de boas práticas na área socioambiental e da certificação destes processos.

“Com a instituição do selo e da certificação, a Asplan parte na frente para assegurar que seus associados sejam inseridos no RenovaBio e passem a receber CBios proporcionais a sua produção e organização. A Paraíba é pequena, mas nós pensamos grande”, disse o presidente da entidade, José Inácio de Morais.

A certificação dos processos se dá por meio de mecanismos de controle de qualidade de produção, desde a plantação até a entrega da matéria-prima às indústrias, com informações que serão consolidadas num sistema próprio e registradas em blockchain.

A auditagem dos dados será responsabilidade da empresa SGS, que atua em mais de 140 escritórios, em vários países.

Blockchain

O diretor da Asplan, Pedro Neto, explica que o rastreamento da cadeia produtiva, desde a plantação até a entrega do produto na usina, vai agregar valor ao produtor, na medida em que o associado da Asplan terá sua cana monitorada e certificada com a adoção de boas práticas.

“Essa iniciativa agrega valor ao nosso negócio e fortalece nossa luta em busca de um direito que é nosso. Nós não queremos disputar nada com as indústrias, apenas pleiteamos a nossa parte nesse processo de recebíveis de créditos de carbono, o que é muito justo”, reiterou Pedro Neto.

Considerando também o impacto energético que o campo pode gerar na indústria, o rastreamento completo da cadeia pode agregar um alto valor aos negócios dos produtores, conforme explica o gerente de sustentabilidade da SGS, Fabian Gonçalves.

Segundo a diretora executiva da Ciped, Priscilla Maciel, a expectativa é que todos os dados da safra atual já estejam no sistema para certificação. “A Asplan ficará responsável pelo repasse das informações que alimentará o sistema, que seguirá os padrões internacionais de indicadores de produtividade”, disse Maciel.

Ela explicou ainda que a nota de eficiência energética é um somatório das fases agrícola, industrial e de distribuição. “Daí porque os produtores não podem ficar de fora destes recebíveis, pois o que acontece no campo vai impactar no coeficiente energético da indústria e, consequentemente, em seus recebíveis que precisam ser repartidos, proporcionalmente, com toda a cadeia produtiva”, defende.

Cassio Gusson

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