Investimento

Jacarezinho investe mais de R$ 120 mi em tecnologia, CTT, cogeração e armazenagem

A sucroenergética paranaense prevê safra positiva, com moagem de cana em torno de 2,5 milhões de toneladas, com mix equilibrado entre açúcar e etanol


RPA News - 01 ago 2022 - 08:58

A usina Jacarezinho, do grupo Maringá, que produz açúcar e etanol e provém biomassa para a produção de energia, investiu mais de R$ 120 milhões em inovações e tecnologias para a safra 2022/23 e prevê uma moagem de 2,5 milhões de toneladas. Além disso, a área de colheita foi expandida e terá 1,5 mil hectares a mais em relação à safra passada.

A previsão é de que a produtividade agrícola atinja 83 toneladas por hectare, com um mix de produção equilibrado. Em relação ao açúcar, há a expectativa de produção de cerca de 45% do branco.

A usina afirma que vem realizando investimentos para potencializar a produção com melhorias e inovações tecnológicas nos processos industriais e agrícolas, no reforço da estrutura de Corte, Carregamento e Transporte de Cana (CTT), na ampliação da cogeração e na aquisição de armazéns.

“Nossa expectativa é de uma safra positiva frente aos desafios. Vamos apostar no bom desempenho de nossas operações, usufruindo da nossa flexibilidade de mix e diversidade de produtos, além de reafirmar nosso compromisso com uma agricultura mais sustentável. Dessa forma, reduzimos o risco de impactos externos e garantimos o sucesso da nova safra”, afirma o diretor corporativo do grupo Maringá, Eduardo Lambiasi.

Adubação orgânica

De acordo com a empresa, a Jacarezinho já vinha buscando alternativas de adubação muito antes do conflito no leste europeu, investindo em soluções que fomentam uma agricultura mais sustentável e com fornecimento seguro.

“Estamos atuando com soluções organominerais e otimizando o uso de resíduos agroindustriais orgânicos. Para a safra 2022/23, já garantimos 100% dos fertilizantes utilizados no plantio da cana e cerca de 30% do adubo referente à adubação da cana-soca”, explica o diretor de operações sucroenergéticas, Condurme Aizzo.

No radar da usina está o uso da cama aviária, um adubo orgânico completo que substitui a adubação química (NPK) e será usado para adubar cerca de 20% das soqueiras. A usina Jacarezinho utiliza, também, a vinhaça por aspersão convencional, que terá seu uso expandido e proporcionará uma economia significativa na adubação. São utilizados, ainda, a torta de filtro e as cinzas, todos resíduos do processo produtivo de açúcar e etanol, que têm seu volume compostado e enriquecido de acordo com a necessidade nutricional específica da área onde será aplicada.

Quanto às condições climáticas, apesar dos bons volumes de chuva nos últimos meses, o próximo período deverá ser de atenção. “Nossa expectativa para a safra é positiva, mesmo com chuvas um pouco aquém do esperado”, explica o gerente de operações agrícolas da Jacarezinho, José Ricardo Zanata. “Precisamos acompanhar o comportamento do clima durante o ano, para nos anteciparmos no que for possível e nos adaptarmos conforme as variações”.

Além da usina, da Companhia Canavieira Jacarezinho e da Maringá Energia, que atuam de forma integrada, o Grupo Maringá também atua no setor siderúrgico, fabricando ferro-liga de manganês. Na siderurgia, o grupo atua há mais de 40 anos, produzindo ferro-ligas de manganês de alto padrão.


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