BASF
Investimento

Diana Bioenergia terá financiamento de 55 milhões via BNDES


Diana Bioenergia - 16 set 2019 - 13:13 - Última atualização em: 18 set 2019 - 08:02

A Diana Bioenergia Avanhandava obteve um financiamento, mediante crédito bancário, de R$ 55,6 milhões. Ele foi obtido por meio de um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, segundo a empresa, permitirá consolidar uma melhor eficiência a um custo mais baixo, além de acelerar o crescimento no intuito de aproveitar e melhorar toda a capacidade da empresa.

A companhia ainda ressalta que a decisão foi aprovada por unanimidade e, foi o primeiro projeto do setor de agronegócio aprovado pela nova diretoria do BNDES. De acordo com o CEO da Diana Bioenergia, Ricardo Junqueira, a operação teve como parceira a empresa BF Capital.

O valor total aprovado foi dividido em cinco subcréditos: investimentos para expansão da produção de açúcar e etanol, modernização agrícola, ampliação e modernização da cogeração de energia elétrica a partir do bagaço de cana, investimentos para renovação e expansão de canaviais e capital de giro associado ao projeto.

Ainda conforme a companhia, o grupo Diana vem sendo auditado há seis anos e, durante esse período, alcançou bons resultados. Na safra 2018/19, o grupo teve lucro líquido, com uma receita bruta acima de R$ 200 milhões e um Ebitda de R$ 80 milhões.

De acordo com o CEO, a usina espera para o final da safra 2019/20 ter uma alavancagem menor que 1,9, uma dívida liquida por moagem menor que R$ 100/t e uma dívida líquida por Ebitda menor que 1,6, mantendo uma margem Ebitda acima de 40%, um faturamento sobre moagem acima de R$ 150/t e um custo sobre moagem abaixo de R$ 106/t.

Para completar, a Diana está com o que considera como boas fixações para seu açúcar produzido. Na safra 2019/20, o valor está em R$ 1.108,38/t ; para 2020/21, o preço é de R$ 1.244,47/t.

O plantio de cana, entre reforma e expansão, própria e fornecedores, alcançou em três anos 13 mil hectares, de um total de 21 mil hectares, sendo que 3,7 mil hectares foram em 2018, 4,5 mil hectares em 2018 e 4,8 mil hectares em 2019.

A usina também fez obras de implantação da cogeração de energia de bagaço de cana-de-açúcar e, iniciou a exportação de energia elétrica em 2019.