Investimento

Cocal aposta em “economia verde” e quer consumir até 3,6 mil m³ de biometano ao dia

Diretor agrícola e gerente de manutenção automotiva da empresa destacam os desafios no uso de biocombustíveis e biofertilizantes na unidade de Narandiba (SP)


NovaCana - 25 mai 2022 - 10:03

Desde outubro de 2021, a planta do grupo Cocal localizada em Narandiba (SP) produz biogás e biometano a partir da vinhaça e da torta de filtro, por meio de um projeto feito em parceria com a Geo Biogás e Tech.

Além disso, a unidade também emprega a vinhaça para aplicação localizada na lavoura, devolvendo nutrientes à terra; realiza compostagem; faz rotação de culturas para não deixar o solo descoberto; e trabalha com biofertilizante para se tornar mais produtiva.

Este processo – desde a “produção” de microrganismos até a purificação do biogás para a fabricação de biometano – foi detalhado pelo diretor agrícola da Cocal, Jurandir de Oliveira Júnior, e pelo gerente de manutenção automotiva, Luis Claudio Alves Gomes, durante a primeira edição do Geo Day, ocorrida em Londrina (PR), no início do mês.

Segundo Gomes, um dos principais motivos que levou a Cocal a investir na produção de biogás e biometano foi o alto consumo de diesel da companhia: cerca de 30 milhões de litros por safra.

Na unidade de Narandiba, que moe 5,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por temporada, a geração de biogás é de 33,1 milhões de metros cúbicos por ano. Deste volume, uma parte é destinada para geração distribuída, ou seja, vira energia elétrica despachada na rede, e a outra é transformada em biometano.

Com isso, cerca de 4,4 milhões de m³ do biometano são distribuídos pela Gás Brasiliano, com destino aos municípios paulistas de Narandiba, Pirapora e Presidente Prudente. Outra fatia é vendida envasada para fornecedores.

Por fim, uma terceira parcela do gás é usada na própria frota da Cocal. “Nós começamos a planejar o uso de biometano na frota a partir de pesquisa e desenvolvimento, em parcerias com outras usinas. Temos o grupo de trabalho Etanol Carbono Zero: além da Cocal, outras usinas desenvolvem planos de biometano e têm interesse de trocar o diesel pelo biocombustível”, detalha Gomes.

Outras frentes em que a Cocal atua incluem o desenvolvimento e a capacitação, por meio de consultorias especializadas, para avançar com ecossistemas envolvendo frota, equipe e operação, além de realizar a adequação de estruturas físicas e operacionais. “Temos uma base de compressão em operação na usina e um posto de abastecimento, operando e abastecendo a frota de Narandiba”, explica o gerente.

A meta inicial da Cocal é consumir 3 mil metros cúbicos por dia de biometano; atualmente a demanda está em 1,14 mil m³. Para conseguir isso, é necessário fazer a renovação de equipamentos e apostar em outras soluções como, por exemplo, tornar os veículos duo fuel, ou seja, aptos a rodar tanto com gás quanto com diesel.

“São feitos alguns testes controlados, depois são feitas análises de resultados para concluir a viabilidade econômica, operacional e técnica”, complementa Gomes.

Confira na versão completa, restrita aos assinantes do NovaCana, os principais resultados e desafios da Cocal em relação a biogás, biometano e, também, biofertilizantes.


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