Indústria

GranBio, do Brasil, adquire negócios de energia de biomassa nos EUA [atualizado]


O Petróleo - 18 mar 2019 - 11:17 - Última atualização em: 19 mar 2019 - 09:49

A GranBio, empresa brasileira de biotecnologia industrial, anunciou na sexta-feira a contratação de algumas biorrefinarias nos EUA, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e outros ativos.

Mais especificamente, a GranBio concluiu a aquisição da American Process Inc e de algumas empresas afiliadas, como a Avapco LLC e a API Intellectual Properties Holdings, por uma quantia não revelada. Segundo o Valor Econômico, a GranBio já detinha 25% de participação na API e decidiu exercer o direito de compra dos demais 75% no ano passado.

A transação inclui as biorrefinarias Alpena, em Michigan, e Thomaston, na Geórgia, além de um centro de P&D também na Geórgia.

A GranBio ainda adquiriu o portfólio de propriedade intelectual das biorrefinarias, biocombustíveis, bioquímicos e campos de nanocelulose, com mais de 200 patentes concedidas e pendentes.

“A aquisição das tecnologias de biorrefinaria GreenPower+, GreenBox+ e AVAP e a tecnologia de nanocelulose BioPlus e suas plantas de demonstração de classe global associadas e as excepcionais equipe e operações de pesquisa e desenvolvimento é parte da missão da GranBio de se tornar um líder global na bioeconomia”, afirmou Bernardo Gradin, presidente da GranBio, em nota divulgada pelo Valor.

De acordo com reportagem do Valor Econômico, a aquisição da totalidade das ações da API encerrou um episódio de disputa com sua antiga sócia, a TRLLC. A companhia entrou com uma ação na justiça americana contra a GranBio, que se transformou em disputa arbitral.

Conforme as informações divulgadas, a TRLLC acusava a GranBio de apropriação de segredos comerciais e quebra de contrato com relação a alterações na planta de etanol celulósico em São Miguel dos Campos (AL). A GranBio, por sua vez, alegava que o contrato garantia que melhorias na tecnologia da unidade seriam suas.

A GranBio é a operadora da primeira usina de etanol celulósico em escala comercial no Hemisfério Sul, a Bioflex 1. A usina está localizada em Alagoas e converte biomassa de resíduo de cana-de-açúcar, palha e bagaço.

Thailane Melo
Com informações adicionais do Valor Econômico


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail