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Usina da região de Catanduva (SP) entra com pedido de recuperação judicial


novaCana.com - 11 abr 2019 - 15:46 - Última atualização em: 12 abr 2019 - 10:47

Menos de um mês depois do grupo paranaense Usina Santa Terezinha pedir recuperação judicial, mais uma companhia sucroenergética fez a solicitação. Dessa vez, foi a Usina Itajobi Açúcar e Álcool, em Marapoama (SP). A informação é do Valor Econômico.

Segundo a reportagem, a usina entrou ontem (10) com pedido de recuperação judicial na Comarca de Itajobi. O pedido inclui, além dos negócios da Usina Itajobi, os da Pastoril São Pedro, da AMSV Administração e Participações e da FCA Administração e Participações – todas empresas controladas por Mário Salles Vanni e Leda Zancaner Salles. A análise da solicitação ficou a cargo da juíza Marina Miranda Belotti Hasmann.

O Valor Econômico ainda aponta que a dívida da usina é de, aproximadamente, R$ 230 milhões. Com um faturamento anual de R$ 270 milhões, a companhia não se considera capaz de honrar seus compromissos financeiros.

De acordo com a reportagem, a capacidade diária de produção da Itajobi é de 14 mil sacas de açúcar para exportação e 560 litros de etanol. Além disso, conforme o mais recente balanço financeiro disponibilizado no Diário Oficial de São Paulo, a usina apresentou lucro líquido de R$ 1,7 milhão no exercício fiscal encerrado em março de 2017, uma recuperação ante o prejuízo líquido de R$ 14,1 milhões visto um ano antes.

Em entrevista ao Valor, o advogado Julio Mandel, responsável pela recuperação judicial, explicou que a maior parte da dívida é com os bancos Santander (R$ 50 milhões), BBM (R$ 26 milhões) e BTG Pactual (R$ 23 milhões). “O que antecipou o pedido [de recuperação] foi a postura do banco BTG, que não quis alongar a dívida e parou de negociar”, afirmou.

Também de acordo com Mandel, o objetivo é reestruturar financeiramente as empresas. Contudo, a venda da usina não está descartada: “É bem-vinda”.

O advogado ainda afirmou a Itajobi não organizou uma lista detalhada de credores. Dessa forma, para determinar o valor da dívida que tem garantia real e quanto não tem, foi pedido um prazo adicional de 15 dias.

A consultoria Exm Partners está assessorando a Itajobi na negociação das dívidas.

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Com informações do Valor Econômico