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Usina Coruripe conclui primeira emissão de bonds no exterior com captação de US$ 300 mi

Papéis têm vencimento em cinco anos e juros mais baixos que a taxa Selic


Usina Coruripe - 08 fev 2022 - 13:48

A usina Coruripe concluiu ontem, 7, a emissão de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,59 bilhão) em títulos de renda fixa no exterior (bonds), com juros de 10% ao ano. Segundo a companhia, a transação marca sua entrada no mercado de capitais internacional e representa uma evolução na estrutura de liquidez, a partir do alongamento de parte da dívida atual para um período de cinco anos.

A operação foi coordenada pelos bancos Morgan Stanley, Itaú BBA, BTG Pactual e Citigroup. XP e Santander participaram como "joint bookrunner".

No Brasil, a Coruripe já efetuou quatro captações de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e, agora, estreia no mercado externo. “Os investidores internacionais reconheceram os valores da companhia e a evolução da nossa eficiência operacional nos últimos anos”, afirma o presidente da usina Coruripe, Mario Lorencatto.

Ele relata que a empresa segue investindo em melhorias operacionais e em técnicas avançadas de cultivo, irrigação e manejo, além de priorizar os altos níveis de eficiência nas plantas industriais. “Com isso, temos alcançado excelentes resultados: durante a safra 2020/21, obtivemos um faturamento de R$ 3,16 bilhões, o que representou um crescimento de 28,9% em relação à safra 2019/2020”, disse.

O lucro líquido alcançou R$ 338,3 milhões na temporada, um aumento de 331,9% em comparação com o período anterior. “Para o ano de 2022, queremos continuar a desenvolver as atividades da empresa com sustentabilidade, de forma a gerar valor para acionistas, colaboradores e sociedade", afirma o presidente.

O diretor-financeiro da companhia, Thierry Soret, explica que a estreia no mercado internacional foi considerada um sucesso pela empresa, mesmo em um momento de alta dos juros no Brasil e no exterior.

“Em meio a um cenário volátil nos principais mercados durante as últimas semanas, com tensões entre Rússia e Ucrânia, além de incertezas acerca dos juros americanos, a companhia conduziu um extenso e bem-sucedido exercício de marketing, com cinco dias de reuniões com grandes investidores locais e internacionais”, destaca Soret, que segue: “A operação mostra que o mercado internacional está voltando a se abrir mais para o setor sucroenergético brasileiro e obtivemos juros mais baixos que a taxa Selic. Esse foi um passo muito importante em nossa estratégia de reestruturação de capital”.


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