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Tereos tem moagem de cana recorde em 2017/18 com 20 milhões de toneladas

Mesmo com bons números, a multinacional terminou o período com prejuízo

NovaCana 4 min de leitura

Em um contexto marcado pelos baixos preços de açúcar a nível mundial, o grupo Tereos Internacional registrou prejuízo líquido de 18 milhões de euros em 2017/18. Considerando o câmbio do dia 31 de março, quando a safra encerrou, o valor chega a R$ 73,28 milhões em perdas.

Em comparação com a safra anterior, quando o grupo teve lucro de R$ 435,6 milhões, a variação é negativa em 116,8%. Ainda assim, a empresa, que é uma das maiores do mundo na produção do adoçante, exibiu resultados operacionais recordes.

Confira na versão completa:

- Resultados nacionais da Tereos
- Números da companhia
- Previsões para a safra 2018/19

Em um contexto marcado pelos baixos preços de açúcar a nível mundial, o grupo Tereos Internacional registrou prejuízo líquido de 18 milhões de euros em 2017/18. Considerando o câmbio do dia 31 de março, quando a safra encerrou, o valor chega a R$ 73,28 milhões em perdas.

Segundo comunicado da companhia, o resultado foi negativo graças à decisão do conselho de administração de pagar aos cooperados um complemento de preço para a beterraba. Com o valor de R$ 171 milhões, o lucro líquido – que antes era R$ 97,7 milhões – acabou se transformando em prejuízo.

Em comparação com a safra anterior, quando o grupo teve lucro de R$ 435,6 milhões, a variação é negativa em 116,8%. Ainda assim, a empresa, que é uma das maiores do mundo na produção do adoçante, exibiu resultados operacionais recordes.

Resultados nacionais

No Brasil, a Tereos processou mais de 20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em quase 240 dias, um crescimento de aproximadamente 2% em relação à moagem de 2016/17 e um desempenho recorde para a companhia.

“As sete unidades industriais do grupo, localizadas no estado de São Paulo, estão entre as mais competitivas do país. No último ano fiscal, o grupo deu continuidade aos investimentos em novas tecnologias agrícolas, aos esforços para aumentar os ganhos de produtividade e na otimização logística”, afirma a companhia.

A nível internacional, a Tereos apresentou uma produção recorde de 5,3 milhões de toneladas de açúcar, tendo como matérias-primas a beterraba e a cana-de-açúcar. Com um crescimento de 26% em relação à safra anterior, ela se tornou o segundo maior grupo açucareiro do mundo, ficando atrás apenas do grupo Südzucker – em 2016/17, a Tereos estava em 3º lugar.

“Este desempenho foi alcançado graças à operação em total capacidade das plantas europeias e de uma safra excelente no Brasil”, afirma a empresa.

De acordo com Alexis Duval, diretor-presidente da Tereos, a posição de segundo maior grupo açucareiro foi alcançada “graças à capacidade de analisar e de nos antecipar às profundas mudanças em nosso mercado”.

Para ele, dentre os desafios enfrentados para a empresa fazer a diferença no mercado, é importante “continuar na busca pela limitação do impacto da volatilidade dos preços inerente às atividades, continuando a diversificar, internacionalizar e desenvolver o valor agregado dos produtos e serviços”.

Números em destaque

No total da safra 2017/18, a empresa processou 52,2 mil toneladas em matérias-primas – que incluem não só a beterraba e a cana-de-açúcar, mas também cereais, batata e mandioca –, 15% a mais do que na safra anterior. A produção de amido cresceu 11% e a de álcool e etanol, 8%.

Essa foi a primeira safra após o fim das cotas de produção de açúcar na Europa e o grupo considera o resultado como “um sucesso”. A Tereos registrou um aumento de 30% no processamento de beterraba em relação ao ano anterior – equivalente a mais de 20 milhões de toneladas.

Essa também foi a safra mais longa da história do grupo, que possui uma média de 145 dias, e a mais longa entre as usinas de açúcar francesas.

Com tantos recordes operacionais, a receita do grupo ao fim da safra foi de R$ 20,3 bilhões, um crescimento de 3% em relação à safra anterior e a maior da história da companhia. O Ebitda ajustado, entretanto, teve um decréscimo de 2% e totalizou R$ 2,4 bilhões.

Por sua vez, a dívida líquida totalizava R$ 9,56 bilhões em 31 de março de 2018 (-3%), enquanto o índice da dívida sobre o Ebitda foi de 4x, mantendo o resultado de 2016/17.

Projeção para 2018/19

Para a safra que está em andamento, a Tereos espera ser atingida pelos impactos do excedente global de açúcar, especialmente na sua divisão europeia. Porém, a companhia afirma que já existem contratos firmados que aumentarão os volumes do adoçante comercializado neste semestre.

No Brasil, a expectativa é que os novos ganhos de desempenho do grupo e os preços do etanol beneficiem a empresa, independente da oscilação dos preços de açúcar.

Rafaella Coury – NovaCana

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