Financeiro

Sucroenergéticas precisam de mudanças para não viverem “anos difíceis”, diz BTG Pactual

Analista vê cenário negativo para as usinas de etanol de cana-de-açúcar e compara rentabilidade com a de unidades de milho


NovaCana - 10 nov 2022 - 10:24
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Thiago Duarte, do BTG Pactual, durante apresentação na Conferência NovaCana 2022

Vindo de temporadas muito rentáveis, com desalavancagem e aumentos dos investimentos, as sucroenergéticas podem estar prestes a entrar em um período mais crítico. O cenário não parece fugir do normal em um setor acostumado a lidar com ciclos de alta e baixa das commodities, porém, na visão do analista de equity do banco BTG Pactual, Thiago Duarte, a situação é grave.

De acordo com ele, desde maio, o setor sucroenergético vem “performando mal”, especialmente quando se comparado ao Ibovespa e a outros índices da bolsa.

“O setor é tomador de preço por todos os lados: no arrendamento, no Consecana, no plantio e no trato; também é interferido pela regulação, pelos juros e pelo preço de mercado. Então, a grande variável controlável é o custo de produção”, expressa o analista.

Ele relembra que os gastos das usinas são predominantemente agrícolas e fixos, portanto, a capacidade de alavancar a produtividade é fundamental para obter custos individuais mais baixos. “É isso que o setor tem sido incapaz de fazer, de forma agregada, nos últimos anos. Em termos de moagem de cana estamos estagnados há mais de uma década e nos últimos anos, sofremos um baque adicional”, declara.

Ainda que, nesta safra, a produção deva ficar em 545 milhões de toneladas – acima do ciclo passado –, o volume está abaixo da capacidade de moagem do setor, conforme Duarte. Ele ainda complementa que a produtividade está nos mesmos patamares de quinze anos atrás. Ou seja, não houve qualquer aumento da alavancagem operacional pelo setor.

E, por mais que as empresas listadas em bolsa sejam, em sua maioria, mais eficientes do que a média do setor, o cenário também é negativo para elas. Duarte detalha que a São Martinho, por exemplo, está com um custo total de produção da ordem de R$ 2,14 por litro neste ano. Já a Adecoagro tem R$ 2,30/L; a Jalles Machado, R$ 2,47/L; e a Raízen, R$ 2,90/L.

Com o preço do etanol na usina abaixo dos R$ 2,50/L (base São Paulo), fica clara a situação crítica. “Se eu imaginar que as sucroenergéticas estão mais próximas dos números da Raízen – o que eu acredito que seja –, o setor já está embaixo d’agua em termos de preço de venda versus custo total da operação”, declara.

Confira na versão completa (restrita a assinantes NovaCana) mais detalhes sobre a visão do BTG Pactual a respeito dos desafios do setor de açúcar e etanol.


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