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Selo verde de sucroenergéticas pode ser fator de desempate aos olhos de investidores

Produção de etanol e certificação no RenovaBio facilitam o processo de captação de recursos, abrindo portas para as usinas no mercado de capitais


NovaCana - Publicado: 13 Out 2022 - 09:18
Selo verde de sucroenergéticas pode ser fator de desempate aos olhos de investidores

Queiroz, do Banco Alfa, aponta que iniciativas ESG podem ser usadas para marketing, mas metas pouco ambiciosas ou sem conexão com o setor também podem prejudicar a imagem de empresas

Tendência ou modismo? É com essa pergunta que o superintendente de agronegócio do Banco Alfa, Manoel Pereira de Queiroz, inicia sua palestra no painel da Conferência NovaCana 2022 dedicado à agenda ESG (sigla em inglês para indicar boas práticas ambientais, sociais e de governança). Entretanto, seu objetivo não é exatamente questionar, mas defender que há uma tendência em construção.

“A pauta do ESG está no ambiente, tanto no agronegócio como em bancos”, relata. De acordo com ele, o termo começou a circular em 2014 e é vinculado à teoria de que o capitalismo está sofrendo uma transformação, deixando de se voltar para os shareholders (acionistas) e se direcionando aos stakeholders (partes interessadas). “Isso envolve os funcionários, a comunidade e o meio ambiente”, completa.

Para reforçar seu ponto, Queiroz cita uma pesquisa da Ypulse que indica que 69% das pessoas das gerações Y e Z entendem que as marcas precisam se esforçar para serem politicamente corretas. Além disso, 65% evitariam marcas que se opõem às causas que apoiam. “A geração Y começa com os nascidos em 1982. Então, eles estão fazendo 40 anos neste ano”, observa.

Outro dado trazido por ele vem da XP Investimentos: “Entre os clientes deles – ou, ao menos, os pequenos clientes – 70% querem alocar dinheiro em empresas atuantes na questão ESG”.

O superintendente ainda relata que estas pessoas também são eleitoras e fazem pressão sobre os políticos, que passam a impor regras ambientais mais rígidas em diversos países. Desta forma, os investimentos em melhores práticas começam a ser uma obrigação para muitas companhias; não mais um diferencial.

No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, saiba como este tema afeta as empresas de açúcar e etanol e como elas podem se beneficiar de iniciativas ESG no mercado de capitais. Além das perspectivas de Queiroz, a reportagem ainda inclui a visão do sócio da FG/A, Juliano Merlotto.


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